Toyota Mirai a hidrogênio: melhor estilo e tração traseira

 

Lançado em 2014, o Toyota Mirai marcou época tanto pela inovação tecnológica, ao ser o primeiro carro de venda a público a usar pilha a combustível, quanto pelo desenho um tanto controverso (podemos dizer feio?). Agora, no Salão de Tóquio, a marca japonesa revela em versão conceitual sua segunda geração, que deve chegar a mercados como Japão e Estados Unidos no próximo ano.

 

 

 

Polêmico ele deve continuar, mas o estilo ficou bem melhor que o anterior e mais parecido com os de carros, digamos, normais. A Toyota buscou um ar mais imponente e esportivo, mantendo o perfil fastback e aplicando uma enorme grade dianteira unificada. As lanternas traseiras também deixam de ser segmentadas. Amplo, ele mede 4,97 metros de comprimento e 2,92 m entre eixos. No interior, o quadro de instrumentos digital em tela de 12,3 pol passa a vir atrás do volante, em vez de centralizado no topo do painel, e o aspecto como um todo é mais refinado. Embora o carro tenha retrovisores, uma câmera pode exibir imagens das laterais no painel para cumprir sua função.

 

 

Há boas novidades também na parte técnica. O Mirai de segunda geração adota a plataforma global de tração traseira da marca, usada no Lexus GS, e anuncia autonomia 30% maior (mais de 630 km) por meio de melhor desempenho da pilha e maior capacidade de armazenamento de hidrogênio. Como antes, o Mirai produz eletricidade para o motor elétrico a partir do hidrogênio, cujo abastecimento leva cerca de cinco minutos em estação apropriada. O problema é a baixa oferta dessas estações.

Texto da equipe – Fotos: divulgação