Toyota: 10 milhões do Land Cruiser, nosso Bandeirante

 

A Toyota anuncia que já produziu 10 milhões de unidades do utilitário Land Cruiser, que o Brasil fabricou de 1958 a 1962 (com o desenho da foto acima) e depois, renomeado Bandeirante, até 2001 (abaixo um modelo 1983). A marca foi alcançada em 31 de agosto. Esse é o veículo vendido há mais tempo pela empresa: foi lançado em agosto de 1951 como Toyota Jeep BJ e ganhou o nome atual três anos mais tarde. Em 1955 começaram as exportações em larga escala. Hoje ele é vendido em 170 países, com vendas globais anuais em torno de 400.000 unidades.

 

 

A valentia e a durabilidade do Land Cruiser são famosas nos quatro cantos do mundo. Segundo a empresa, “na África ele é usado para fornecer assistência humanitária; no Burundi, para levar crianças infectadas com malária ao hospital; e em campos de refugiados em Uganda, para transportar pacientes para clínicas. Na Austrália, o Land Cruiser é usado para mobilidade em minas de zinco e cobre a cerca de 1.600 metros subterrâneos; também é usado para pastorear gado em vastas fazendas de gado de 8.000 quilômetros quadrados. Na Costa Rica, na América Central, existem regiões em que o Land Cruiser é usado para colher cenouras em altitudes de 3.500 metros, em declives tão íngremes que até os seres humanos têm dificuldade de ficar em pé”.

 

 

A série Land Cruiser diversificou-se em modelos para trabalho leve, trabalho pesado, peruas e as versões de luxo sob a marca Lexus. Os modelos para serviços pesados foram Jeep BJ, Land Cruiser série 20, série 40 (nosso Bandeirante) e série 70. Para serviço leve a Toyota fez as séries 70 e 90, Prado série 70, Prado série 120 (que foi importado para o Brasil) e Prado série 150. As peruas foram Land Cruiser série 55, série 60, série 80, série 100 e série 200. A Lexus vendeu os modelos LX 450, LX 470, LX 570, GX 470 e GX 460.

 

 

O Oriente Médio foi o maior mercado da linha Land Cruiser em toda sua história, seguido pela Europa (no gráfico, a unidade é de 100.000 veículos) Quase toda a produção foi concentrada no Japão, mas Portugal e Quênia também o montaram em CKD (conjuntos desmontados).

Texto da equipe – Fotos: divulgação