Teste prova avanço em 20 anos na segurança em colisão

 

Quanto evoluiu a segurança dos carros em colisões nos últimos 20 ou 25 anos? Os institutos NCap têm feito testes para demonstrar esse avanço, como o dos Nissans Tsuru e Versa nos Estados Unidos e, agora, o de dois Toyotas Corollas pelo ANCap (Australasian New Car Assessment Program), braço do órgão independente para a região australiana.

Um Corolla hatch era o atual, lançado em 2015 e vendido como Auris na Europa, dotado de seis bolsas infláveis. O outro era um modelo de 1998, similar ao oferecido no Brasil na época como sedã, mas desprovido de bolsas infláveis. Os carros bateram de frente apenas do lado do motorista, no caso o direito (que simula a condição mais comum no mundo real, como em vias de mão dupla), a 64 km/h cada um.

 

 

O Corolla atual obteve 12,93 pontos em 16 possíveis, o que corresponde a cinco estrelas, enquanto o antigo conseguiu 0,4 ponto e zero estrela. No carro de 19 anos atrás houve danos importantes à coluna dianteira, o teto fletiu, a porta do motorista quase se separou da cabine e houve intrusão relevante do volante e do console. O dummy, o boneco de análise do impacto, indicou “risco extremamente alto de lesões sérias a cabeça, peito e pernas do motorista”. A simples comparação das fotos e do vídeo deixa claro como o novo Corolla se saiu bem, absorvendo quase todo o impacto com a seção à frente do para-brisa.

Na Austrália a idade média dos veículos em circulação é de 9,8 anos, mas a dos envolvidos em acidentes fatais é de 12,9 anos. Além disso, embora veículos fabricados até o ano 2000 representem apenas 20% dos que circulam, eles estão envolvidos em 33% dos acidentes fatais no país, de acordo com o Australian Bureau of Statistics.

 

 

Texto da equipe – Fotos e vídeo: divulgação