Jaguar F-Type Coupe é mais que um rostinho bonito

Jaguar F-Type Coupe 34

 

Salão de Los AngelesPrimeiro o cupê, depois a conversível: a ordem mais comum tem sido contestada por alguns fabricantes, como a Porsche com a dupla Boxster/Cayman e a BMW com as versões do Z4 de primeira geração, e a Jaguar agora segue o mesmo caminho com o F-Type. Revelado há um ano no Salão de Paris apenas em configuração aberta, ele ganha em Los Angeles a versão Coupe. Sobre o estilo, não há o que argumentar: a marca inglesa, hoje nas mãos da indiana Tata, fez um belíssimo trabalho.

 

 

Mas o carro não ficou apenas bonito, pois a carroceria de alumínio ostenta a maior rigidez torcional da história do fabricante. A tampa traseira com levantamento elétrico dá acesso a um amplo porta-malas, de 407 litros, e um aerofólio se destaca a partir de 110 km/h para reduzir em até 120 kg a sustentação em velocidade. No interior, os requintes incluem sistema de áudio Meridian em três estágios, sendo o mais alto com 12 alto-falantes e 770 watts.

 

Jaguar F-Type Coupe 06

 

A exemplo do roadster, o F-Type Coupe estreia em três versões, mas com designações diferentes: básica, S e R. O Coupe de entrada tem motor V6 de 3,0 litros com compressor, potência de 340 cv e torque de 45,9 m.kgf, enquanto a versão S eleva os valores do mesmo motor para 380 cv e 47 m.kgf e acrescenta recursos como suspensão com controle eletrônico, assistente para arrancada rápida e rodas de 19 pol em vez de 18 pol.

A estrela é mesmo o R Coupe, que usa o V8 de 5,0 litros com compressor ajustado para 550 cv e 69,4 m.kgf. Os índices de traduzem em 0-100 em 4,0 s e máxima de 300 km/h. Essa versão é o primeiro Jaguar dotado de vetorização de torque, que envia mais torque à roda traseira externa que à interna, em curvas, por meio de frenagem individual, para melhorar o comportamento e afastar a intervenção do controle de tração. Seus freios podem usar discos de carbono-cerâmica, caso em que as rodas são de 20 pol.

 

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação