Agile e Clio levam zero estrela no teste do Latin NCAP

 

O Latin NCAP, instituto independente que faz testes de colisão com carros à venda na América Latina, atribuiu pela primeira vez uma qualificação de cinco estrelas quanto à segurança do adulto, concedida ao Seat Leon espanhol. Por outro lado, testes realizados com dois modelos vendidos em grande volume no Brasil tiveram um péssimo resultado: Chevrolet Agile e Renault Clio não receberam estrela nenhuma na segurança do adulto (na de crianças, o Agile obteve duas estrelas, e o Clio, uma). Além dos dois modelos de fabricação argentina, tiveram o mesmo mau resultado o Nissan Tsuru (Sentra da antiga geração B13, ainda bastante vendido no México) e o Suzuki Alto K10.

 

 

Para o instituto, o resultado dos quatro modelos é “muito desalentador e, em parte, deve-se à falta de bolsas infláveis na versão-padrão”, pois o Latin NCAP testa sempre a versão mais barata de cada modelo. “Contudo, o verdadeiro problema é a deficiente segurança das estruturas dos habitáculos”, acrescenta o Diretor Técnico do Global NCAP, Eng. Alejandro Furas. “Esses carros com zero estrela são produto de empresas que fabricam carros seguros de qualidade cinco-estrelas para consumidores de outras partes do mundo por um valor acessível. Agora, os consumidores latinoamericanos podem escolher modelos cinco-estrelas que superem as regulamentações mundiais de segurança”.

A estrutura da cabine do Clio Mio, como é chamado em outros mercados, foi qualificada de instável nos testes: “As forças sofridas pelas cabeças dos dummies [bonecos de teste com sensores] foram inaceitavelmente altas. A proteção do passageiro infantil também apresentou problemas. Uma baixa compatibilidade para a cadeirinha infantil e um fraco desempenho nos testes dinâmicos lhe concederam uma qualificação de apenas duas estrelas”.

 

 

De acordo com o instituto, no caso do Agile “os dummies passageiros registraram esforços elevados no teste de impacto; resultado da instável estrutura do habitáculo do carro, expondo-se a área dos pés do motorista a maiores riscos. As forças sobre a cabeça do motorista foram inaceitavelmente altas. A proteção do passageiro criança obteve apenas duas estrelas”.