Mercedes GLE: linhas suaves, painel digital, 48 volts

 

O Mercedes-Benz GLE, sucessor do Classe M, vai ao Salão de Paris em nova geração, a quarta desde o surgimento do utilitário esporte em 1997. No desenho chamam atenção os arcos de para-lamas destacados e a forma mais esguia e esportiva das lanternas traseiras. O arranjo das colunas C, que disfarça a existência das últimas janelas laterais, é o mesmo de antes e chega a fazer o novo carro parecer uma simples reestilização. O Cx é muito bom, 0,29. Curiosamente as laterais têm menos vincos que no anterior: será que os tempos de linhas suaves voltarão?

 

 

No interior, o GLE é mais um Mercedes a receber o painel com duas amplas telas (12,3 pol cada) de alta definição, o que põe fim tanto ao quadro de instrumentos tradicional quanto à tela destacada da central de áudio. Esta evolui para o sistema MBUX já visto no Classe A. O SUV fabricado no Alabama, nos EUA, está mais espaçoso com 80 mm adicionais entre os eixos e o porta-malas passa a 825 litros, que chegam a 2.055 com o banco traseiro rebatido. Entre os vários auxílios ao motorista, o assistente de manobras com reboque controla o volante a até 5 km/h.

 

 

Apenas uma opção de motor está na linha inicial: o GLE 450 4Matic, com seis cilindros em linha, 3,0 litros, turbo, 367 cv e torque de 51 m.kgf. Ele conta com auxílio elétrico em sistema de 48 volts, que fornece mais 22 cv e importantes 25,5 m.kgf nas acelerações. A caixa automática tem nove marchas e a tração integral pode enviar 100% do torque à dianteira ou à traseira. Versões da Mercedes-AMG, as movidas a diesel e a híbrida com recarga externa virão depois. É esperado também um sucessor para o GLE Coupe. A suspensão a ar recebe o sistema E-Active Body Control, em que o mesmo sistema de 48 volts opera atuadores elétricos para conter os movimentos da carroceria.

 

Texto da equipe – Fotos: divulgação