Mercedes Classe S muda visual, motores e assistências

 

Atualizações visuais, motor de seis cilindros em linha e, claro, mais tecnologias rumo à condução autônoma estão entre as novidades do Mercedes-Benz Classe S, que aparece no Salão de Xangai com a linha completa, incluindo versões AMG e Maybach. Essa evolução da geração lançada em 2013 ganha nova grade dianteira, faróis de leds adaptativos com três feixes de leds para as luzes diurnas, para-choques e lanternas traseiras refeitos.

O interior adota duas telas de 12,3 pol no painel, uma como quadro de instrumentos e outra tátil para áudio, navegador e outras funções. Os comandos no volante são capacitivos (respondem a movimentos dos dedos, como a tela de um telefone) e há carregador de celular sem fio. O sistema Energizing de conforto faz com que bancos, ar-condicionado, iluminação interna e áudio sejam configurados entre seis programas de bem-estar dos ocupantes, chamados de Freshness, Warmth, Vitality, Joy, Comfort e Training.

 

 

Entre os motores há um novo turbodiesel de seis cilindros em linha e 3,0 litros para o S 350 D 4Matic (com 286 cv e torque de 61,2 m.kgf) e para o S 400 D 4Matic (com 340 cv e 71,4 m.kgf), ambos com tração integral. Essa configuração de cilindros, que a Mercedes abandonou nos anos 90, voltará também a unidades a gasolina em breve. Outra novidade é que o número 560, que nos anos 80 identificava o Classe S de topo (560 SE ou SEL), está de volta em uma versão V8 a gasolina biturbo de 469 cv e 71,4 m.kgf, também disponível no Mercedes-Maybach. Um híbrido plug-in, recarregável em tomada, vem depois.

Na linha esportiva Mercedes-AMG, o S63 muda de motor: sai o V8 de 5,5 litros, entra o mais eficiente de 4,0 litros, também biturbo. Apesar da menor cilindrada, a potência subiu 27 cv para 612 cv, mantendo-se o torque de 91,8 m.kgf, e a caixa automática passou de sete para nove marchas. Com tração integral, ele agora acelera de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos. Se não for o bastante, o AMG S65 continua a despejar os 630 cv e 102 m.kgf do V12 biturbo de 6,0 litros nas rodas traseiras.

 

 

Na suspensão, o sedã agora pode inclinar a carroceria até 2,7 graus para dentro da curva a fim de aumentar o conforto dos passageiros, que sentem menos a aceleração centrífuga. Como anunciado dias atrás, há novas tecnologias de assistência ao motorista:

• O controlador de distância à frente Distronic passa a ter controle ativo de direção. Pode seguir a faixa de rolamento pela leitura das divisões, se possível (até 210 km/h), ou por parâmetros como muretas, defensas, refletores e veículos adiante (até 130 km/h).

• Para mudar de faixa, basta acionar a luz de direção para o carro monitorar a faixa, certificar-se de não haver outros veículos e efetuar a manobra. Se o condutor intervém, o processo é suspenso.

• Se um pedestre for detectado à frente, o Mercedes não apenas freia, como é comum nesses assistentes: pode também atuar na direção para conduzir o motorista a esterçar o volante corretamente e se desviar.

• Ao ler a sinalização de limite de velocidade, o carro ajusta-se a ele. Isso inclui reduções temporárias, como em zonas de obras. Se não houver limite, como em parte das Autobahnen alemãs, usa-se 130 km/h como padrão.

• A velocidade é ajustada, também de forma automática, se o trajeto adiante tiver curvas, cruzamentos ou rotatórias, sendo retomado em seguida o valor desejado pelo condutor.

• Se o motorista deixar de atuar no volante, acelerador ou freios por algum tempo, o carro emite alerta. Caso não haja resposta (o que pode ocorrer, por exemplo, se o condutor teve um mal-estar), o Classe S freia em sua faixa até parar, acendendo o pisca-alerta pouco antes, e aciona a assistência de emergência da Mercedes.

 

Classe S

 

Mercedes-AMG S63 e S65

 

Mercedes-Maybach S

Texto da equipe – Fotos: divulgação