Mercedes Classe S: inovações em conforto e segurança

 

Depois de sucessivos anúncios de fotos internas, informações e até de uma miniatura que revelava suas formas, o novo Mercedes-Benz Classe S aparece, afinal, de corpo inteiro. O sedã de topo da marca da estrela chega com a missão de substituir em parte os megaluxuosos modelos da Maybach, divisão que deixa de existir, e de confrontar adversários como Audi A8, BMW Série 7 e Lexus LS.

O perfil conservador de seu público-alvo faz com que o Classe S seja menos ousado que outros recentes Mercedes, mas o grande sedã ficou bastante contemporâneo e com linhas mais suaves que as da geração de 2005. Surgiram vincos mais marcantes, mas desapareceram as molduras algo exageradas dos arcos de para-lamas. Os faróis são os primeiros na produção mundial a usar apenas leds (56 em cada um) em toda a linha, sem opção por lâmpadas. O Cx estabelece novo recorde na categoria: 0,24 em versões normais e 0,23 na mais eficiente S 300 Bluetec Hybrid. Estão disponíveis dois tamanhos de carroceria, com 5,12 e 5,25 metros de comprimento.

 

 

No interior sofisticado, destacam-se novidades como o painel de instrumentos em tela de TFT de 12,3 pol que simula mostradores analógicos; aquecimento até para os apoios de braço; sistema de comando por voz para funções variadas, que pode até ler mensagens de e-mail; ar-condicionado com controle de atomização e ionização para melhorar a qualidade do ar e exibição de mapas do Google para os passageiros. O sistema de áudio Burmester tem 24 alto-falantes, amplificador de 1.540 watts e sistema surround de três dimensões.

A versão com maior entre-eixos foi prioritária no desenvolvimento, diz a empresa, pois em mercados como a China o Classe S é usado, em geral, com o dono no banco traseiro. São oferecidos dois padrões de banco (inteiriço e individuais) para o carro de entre-eixos normal e nada menos que cinco para o modelo alongado. O pacote First Class Rear inclui um console dotado de mesa retrátil e diversos comandos.

 

 

O novo Classe S usa alumínio em mais de 50% da estrutura e da carroceria e tem a maior rigidez torcional da categoria. Pela primeira vez existem duas versões híbridas na linha (S 300 Bluetec Hybrid e S 400 Hybrid), ante apenas uma a gasolina (S 500) e uma a diesel (S 350 Bluetec) nesta fase inicial. O híbrido S 300 tem motor turbodiesel de quatro cilindros e 2,15 litros, com potência de 204 cv e torque de 51 m.kgf, e motor elétrico de 20 kW (27 cv) e 25,5 m.kgf. Seu consumo médio de 22,7 km/l impressiona. O S 400 combina um V6 a gasolina de 3,5 litros, 306 cv e 37,7 m.kgf ao mesmo elétrico.

No S 500 vem um V8 a gasolina de 4,7 litros com 455 cv e torque de 71,4 m.kgf, sendo o mais rápido da linha: 0 a 100 km/h em 4,8 segundos. E o S 350 traz um V6 turbodiesel de 3,0 litros com 258 cv e 63,4 m.kgf. A máxima vem limitada a 250 km/h, com exceção do S 300, que vai a 240. O câmbio automático de sete marchas é comum a todos eles e, por ora, apenas tração traseira está disponível. A suspensão é anunciada como a primeira do mundo com “olhos”, isto é, com uma câmera que detecta imperfeições no piso adiante para antecipar sua adaptação. O sistema é opcional para versões V8, mas todo Classe S vem com molas a ar e controle eletrônico de amortecimento.

 

 

Os auxílios à segurança, claro, assumem destaque no novo Mercedes. O carro é capaz de detectar veículos no caminho perpendicular para acionar os freios; perceber se há veículo na faixa adjacente, também no sentido contrário, e aplicar os freios de um só lado para conduzir o motorista a evitar a mudança de faixa; distinguir entre uma linha contínua e uma seccionada na divisão entre faixas de rolamento; alterar a projeção de facho dos faróis para evitar ofuscamento a quem vem no sentido oposto, sem deixar de iluminar ao redor do outro veículo; e apresentar imagens de uma câmera térmica para detectar pedestres e animais adiante.

Há mais. O sistema Pre-Safe, que detecta a  iminência de uma colisão e prepara o automóvel, conta agora com detecção de pedestre adiante, mesmo rodando a até 50 km/h, e aplicação automática de freio se o carro estiver para ser atingido por outro veículo por trás, para evitar maior impacto à coluna cervical dos ocupantes. Em colisões, os cintos de segurança traseiros inflam-se (o chamado beltbag) e surgem bolsas infláveis nos assentos (o cushionbag) para reter melhor os passageiros em seu lugar, importante por haver reclinação do encosto.

 

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação