Mercedes anuncia desistência da pilha a combustível

 

Para alguns, a pilha a combustível é o sistema que moverá os carros do futuro. Para outros, o problema é que esse futuro nunca se tornará presente. A Daimler-Benz parece estar no segundo grupo: seu presidente Dieter Zetsche afirmou em um congresso que essa tecnologia deixa de ter importância central para a companhia, que fabrica os carros Mercedes-Benz. Em vez dela, a empresa investirá mais em carros elétricos.

 

 

Projetos com a pilha de hidrogênio que estão em fase final serão levados adiante, como o derivado do GLC, que chega ao mercado entre este ano e o próximo, em pequena quantidade e restrito a frotistas. A tecnologia, disponível em carros como Toyota Mirai e Honda Clarity, ainda tem custo proibitivo: estima-se que essas marcas tenham um prejuízo por unidade bem maior que o preço de venda do carro. Outro problema é a rede muito limitada de postos de hidrogênio. Ao mesmo tempo, as vantagens de autonomia e tempo de abastecimento da pilha a combustível estão-se reduzindo à medida que as baterias dos elétricos são aprimoradas.

A Mercedes colocou seu primeiro carro com o sistema no mercado em 2002, derivado do Classe A de primeira geração, arrendado em sistema de leasing.

 

Texto da equipe – Fotos: divulgação