Há 30 anos nascia o Ferrari F40, mito dos anos 80

 

Em 21 de julho de 1987, há exatos 30 anos, era apresentado um dos carros esporte mais marcantes do século XX: o Ferrari F40. Desenvolvido para comemorar os 40 anos da marca fundada em 1947, ele foi o último Ferrari criado sob a supervisão do comendador Enzo, que morreria no ano seguinte.

O F40 usava um motor V8 central-traseiro de 2,95 litros com dois turbos, 32 válvulas, potência de 478 cv a 7.000 rpm e torque de 58,8 m.kgf a 4.000 rpm, que permitia acelerar de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e alcançar velocidade máxima de 324 km/h. Era o carro de série mais veloz de seu tempo, 1 km/h à frente do Porsche 959 lançado no ano anterior, mas essa não era sua maior peculiaridade. A Ferrari aplicou-lhe materiais de competição, como plástico reforçado com fibra de carbono e kevlar (fibra de aramida), em grau nunca antes visto na indústria. Magnésio, que custava cinco vezes o valor de liga de alumínio, foi usado em itens como tampa dos cabeçotes, coletores de admissão e cárter. O chassi era tubular.

 

 

O requinte do F40 limitava-se à mecânica: o interior era despojado para aliviar peso (eram apenas 1.100 kg), com cordinhas para abrir as portas e um mínimo de revestimentos. De início nem vidros que sobem e descem eram oferecidos, substituídos por janelas corrediças de plástico para pagar o pedágio. Ar-condicionado havia, para aliviar o calor, mas não assistência para freios ou direção, nem sistema de áudio (além do motor, claro). Controles eletrônicos e freios ABS, nem pensar: acelerar a fundo o V8 com tração traseira era para os bravos.

A produção do F40, que deveria terminar em 400 veículos, foi estendida a mais de 1.000 diante da demanda.

 

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação