Ford Focus sai de linha: conheça sua trajetória no Brasil

 

A Ford produziu neste sábado (4) o último Focus da fábrica de General Pacheco, na Argentina, que desde 2000 fornecia o modelo ao Brasil. Anunciado em outubro, o fim do Focus argentino encerra um ciclo de 18 anos e três gerações. A unidade final, que apareceu no Twitter em uma despedida improvisada por funcionários da empresa, é um hatch branco.

 

 

Em sua carreira no Brasil o Focus conquistou numerosos prêmios, como o título de Melhor Hatch Médio por seis vezes (2001, 2002 e de 2009 a 2012) entre as 20 edições da Eleição dos Melhores Carros do Best Cars, e venceu muitos comparativos neste site e em outras mídias. Contudo, suas vendas por aqui vinham bastante modestas. De janeiro a abril foram emplacadas apenas 373 unidades do hatch, cerca de 20% do resultado do líder da categoria, o Chevrolet Cruze. O sedã Fastback teve 757 emplacados no mesmo período, menos de 5% do que registrou o concorrente Toyota Corolla.

Confira um breve histórico do Focus no mercado brasileiro.

 

2000 – Lançamento com carrocerias hatch e sedã em versões básica e Ghia (acima). O motor Zetec de 16 válvulas é oferecido em 1,8 litro (apenas hatch) e 2,0 litros (ambos), só com caixa manual.

 

2003 – Edição especial XR, com visual esportivo, rodas de 16 pol e motor 2,0. Opções de bancos de couro e caixa automática de quatro marchas. Na linha 2004 (acima) o Focus recebe alterações de estilo, como faróis e para-choques, e motor Zetec Rocam 1,6 de oito válvulas no lugar do 1,8 16V.

 

 

2005 – O motor Duratec 2,0 16V assume o lugar do Zetec, com 147 cv para caixa manual.

 

2007 – Primeiro Focus flexível em combustível é o 1,6. No modelo 2008 vem a segunda geração (acima) com recursos como botão de partida, sistema de áudio com comandos por voz e ajuste da direção entre três graus de assistência. Apenas o motor 2,0 16V está disponível. O modelo antigo continua por um ano com o 1,6.

2009 – Chega o Focus de 1,6 litro com a unidade Sigma de 16 válvulas na linha 2010.

 

2010 – O motor 2,0 16V torna-se flexível e chega a 148 cv.

2011 – Versão Ghia dá lugar à Titanium (acima), com novidades como faróis autodirecionais.

 

2013 – Terceira geração (acima) estreia para 2014 com versões S, SE e Titanium. O motor Sigma 1,6 ganha potência e o Duratec 2,0 recebe injeção direta, a primeira em carro flexível no Brasil, chegando a 178 cv com álcool. Controle de estabilidade, caixa de dupla embreagem (chamada de Powershift) em vez da automática, assistente de estacionamento e tela de áudio de 8 pol são outras novidades.

 

2016 – Reestilização e nova composição de versões. A superior Titanium Plus (acima) traz monitor frontal com frenagem automática, o primeiro no segmento. O sedã passa a se chamar Fastback.

2019 – Fim de produção na Argentina, sem previsão de sucessor no mercado brasileiro.

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação