Ford Fiesta nacional: o fim após dois milhões e 23 anos

 

O Ford Fiesta deixou de ser fabricado no Brasil, depois de 23 anos, três gerações e mais de dois milhões de unidades produzidas em São Bernardo do Campo, SP, e Camaçari, BA. O fim era esperado desde fevereiro, quando a empresa anunciou que fecharia a unidade paulista, e confirmou-se nesta semana com o desaparecimento do modelo do site da marca. Para o Best Cars, o Fiesta foi fundamental para salvar a Ford depois do fim da Autolatina (1995).

Conheça um breve histórico do Fiesta brasileiro.

 

1996 – Lançamento do modelo nacional, que substituiu o importado da Espanha por um ano. Oferecia três e cinco portas e motores de 1,0 e 1,3 litro da linha Endura-E, de geração antiga, e Zetec SE 1,4 de 16 válvulas, um dos mais modernos dos carros nacionais.

 

 

1998 – Chegava a picape Courier, um projeto local com base no furgão de mesmo nome da Ford europeia.

 

1999 – Modelos 2000 ganhavam nova frente e motores Zetec Rocam nacionais de oito válvulas: de 1,0 litro, mais potente que o antigo 1,3, e de 1,6 litro, único disponível na Courier.

2000 – Série especial Sport (acima) com visual mais atraente e ambos os motores.

 

2002 – Segunda geração brasileira (quinta europeia) entrava em produção na nova fábrica baiana. O desenho era exclusivo do Brasil e havia mais espaço para ocupantes e bagagem. Oferecia motores Rocam de 1,0 litro, incluindo opção Supercharger com compressor, e 1,6, sempre com cinco portas. O modelo antigo seguia como Street.

 

2004 – Surgia o Fiesta Sedan, com desenho brasileiro na traseira e os mesmos motores. O 1,6 vinha flexível em combustível.

2006 – Motor 1,0 tornava-se flexível. O Supercharger saía de linha.

 

2007 – Linha 2008 mudava na frente e no painel. Em seguida vinha o pacote Trail com aspecto fora de estrada.

 

2011 – Outra reestilização dianteira, de gosto discutível.

 

2013 – O sexto Fiesta europeu, vendido aqui desde 2010 por importação do México, ganhava produção em São Bernardo com motores 1,5 e 1,6 de 16 válvulas. Destaques eram as sete bolsas infláveis da versão de topo Titanium e a transmissão Powershift de dupla embreagem, que acabaria “queimada” no mercado após muitos problemas. Foi o melhor ano do modelo em vendas: 166 mil unidades entre ambas as gerações.

 

 

2014 – Fim do Fiesta Rocam, como era identificado o modelo baiano.

2015 – Versão Sport com pacote visual esportivo.

2016 – Opção de motor Ecoboost turbo de 1,0 litro e 125 cv.

 

2017 – Retoques de estilo e central de áudio Sync vinham no modelo 2018 (acima).

2019 – Fim da produção sem sucessor à vista. Cabe ao Ka ocupar ao menos em parte seu espaço no mercado.

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação