Fim do Classic: o Corsa Sedan despede-se após 20 anos

 

Pela primeira vez em mais de 20 anos, quem acessou nos últimos dias o site da Chevrolet brasileira não mais encontrou um velho conhecido: o Classic, lançado em novembro de 1995 como Corsa Sedan. A General Motors confirmou o encerramento das vendas no Brasil do veterano modelo após cerca de 1,5 milhão de unidades, um recorde para carros de três volumes no mercado nacional. Ele continua a ser fabricado na Argentina, mas não por muito tempo: anúncios veiculados pela empresa no país avisam de sua substituição pelo Prisma em planos de consórcio.

 

Quando o Corsa Sedan chegou ao mercado, menos de dois anos após o hatch da linha, usava motor de 1,6 litro e exibia um bom trabalho de estilo da GM local sobre a carroceria original da Opel alemã, marca que nunca ofereceu o sedã (houve apenas o da primeira geração nos anos 80). Um 1,6 de 16 válvulas vinha em 1997, ano em que começava a produção argentina. A versão mais longeva de 1,0 litro aparecia no ano seguinte, também com 16 válvulas. Na linha 2000 vinha novo para-choque dianteiro (fotos) e, um ano depois, faróis de superfície complexa.

 

 

Com o lançamento do Corsa de segunda geração, em 2002, o antigo foi renomeado Corsa Classic e pouco depois Classic (acima), restando como única opção do modelo original — ficaram no passado os hatches de três e cinco portas, a perua e a picape. Com motores de 1,0 litro da série VHC e 1,6 litro, ambos de oito válvulas, ofereceu até 2006 a incomum opção de caixa automática para o segundo. Esse motor de maior cilindrada saía do catálogo em 2007. Por aqui ele não usou o 1,4, embora o mantenha na Argentina.

 

O Classic conservou o desenho original com mínimas alterações até 2010: o modelo seguinte recebia frente e traseira remodeladas (acima), conforme o Sail que a Chevrolet deixava de produzir na China. Além desse país asiático, o sedã desenhado aqui chegou a mercados como Índia, México e Colômbia. Com sua saída, o Prisma Joy de desenho antigo torna-se o sedã de entrada da Chevrolet no Brasil.

 

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação