Fiat, 40 anos de Brasil: relembre sucessos e inovações

 

A Fiat comemora neste sábado (dia 9) 40 anos de atividade no Brasil. Tudo começou em julho de 1976 com o 147 (acima), primeiro carro nacional com motor transversal, que se notabilizou pelo aproveitamento de espaço interno e pelo comportamento dinâmico. A linha contou com o hatch inicial e com numerosas derivações: picapes de caçamba curta (a primeira derivada de automóvel feita aqui) e de caçamba longa, furgões com a carroceria original (Furgoneta) e com baú traseiro (Fiorino), perua Panorama, sedã Oggi. O 147 foi o primeiro carro a álcool, em 1979. Evoluía em 1983 para o Spazio e saía de produção em 1986.

 

Picape 147, a primeira derivada de automóvel, e o pioneiro a álcool

Uno Mille, que inaugurou a classe 1,0-litro, e o esportivo Turbo de 1994

 

O sucessor dessa família não rendeu menos opções: o Uno estreou em 1984 e logo ganhou sedã (Prêmio, 1985), perua (Elba, 1986), picape e furgão (Fiorino, 1988). O Uno Mille, de 1990, foi o primeiro a aproveitar benefício tributário a modelos de até 1.000 cm³ e popularizou essa faixa de cilindrada. Foram os primeiros nacionais a oferecerem computador de bordo (1985), quatro portas em compactos (em um tempo em que as duas portas eram regra até em automóveis maiores) e turbocompressor em carro de passeio (Uno Turbo i.e., 1994).

 

 

Tempra ofereceu turbo e 16 válvulas; Tipo nacional inovou com bolsa inflável

 

Com o sedã Tempra (1991) a Fiat entrava no segmento de médios. Foi nosso primeiro carro com motor de quatro válvulas por cilindro, em 1993; no ano seguinte era pioneiro entre os sedãs a usar turbo. O hatch Tipo, da mesma família, foi importado de 1993 em diante e ganhou breve produção local em 1996, quando se tornou o primeiro carro brasileiro com bolsa inflável para o motorista.

 

Família Palio: hatch, Siena com seis marchas, picape Strada e perua Adventure

 

Embora o Mille tenha sido produzido até 2013, em 1996 a Fiat iniciava uma nova família com o Palio hatch, seguido pela perua Weekend, o sedã Siena (1997) e a picape Strada (1998), todos ainda fabricados em sua geração original, ao lado do novo Palio (2011) e do Grand Siena (2012). Essa linha deu origem a mais pioneirismos: bolsas infláveis frontais e freios ABS em carros de 1,0 litro (no lançamento), caixa manual de seis marchas em 1,0 (Siena e Weekend, 1998), embreagem automática (Palio Citymatic, 1999), perua “aventureira” (Palio Adventure, 1999) e picape leve com cabines estendida (1999) e dupla (2009).

 

Marea trouxe cinco cilindros; Stilo inovou em conveniências e recursos técnicos

 

Entre os médios, o Marea vinha em 1998 com inédito motor de cinco cilindros, também disponível com turbo. Um ano depois ganhava bolsas infláveis laterais, outro pioneirismo, e surgia o hatch Brava. Seu sucessor, o Stilo (2002), foi pioneiro em ar-condicionado de duas zonas, assistência elétrica de direção, teto solar com cinco lâminas e bolsas infláveis laterais traseiras. Traria ainda interface Bluetooth para celular (2004) e transmissão automatizada (Dualogic, 2008). O furgão de passageiros Doblò havia surgido em 2001; dois anos depois era a vez do utilitário Ducato.

 

Entre 2005 e 2010 a Fiat lançou minivan Idea, hatch Punto, sedã Linea e o novo Uno

 

Dois anos após a minivan Idea, o Punto era lançado em 2007 como opção superior ao Palio entre os compactos, trazendo recursos inéditos na classe como bolsas infláveis de cortina. Um ano depois, o sedã Linea era o primeiro nacional com sistema integrado de navegação. Ambos ofereceram versão turbo, a TJet, mantendo a tradição iniciada em 1994. Uma nova geração do Uno vinha em 2010, dessa vez com um só derivado, o furgão Fiorino. No mesmo ano era lançado o Bravo, sucessor do Stilo.

 

Últimas estreias: Bravo, novo Palio (e Grand Siena), picape Toro e pequeno Mobi

 

Os últimos lançamentos nacionais da Fiat foram no ano do quadragésimo aniversário: a picape Toro, que inovou na classe com motor a diesel e é hoje a única com tração nas quatro rodas, e o pequeno Mobi.

A unidade da Fiat em Betim, MG, tornou-se a maior fábrica de veículos da América Latina e uma das maiores do mundo, além de ser a unidade com maior capacidade instalada de todo o grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA): até 800 mil veículos por ano. Foi a primeira fábrica de automóveis a se instalar fora de São Paulo e de suas linhas de montagem já saíram quase 15 milhões de veículos, dos quais três milhões foram exportados para cerca de 30 países. O líder de produção foi o Uno, com mais de 3,7 milhões. A Fiat alcançou por 14 anos a liderança de vendas do mercado brasileiro.

 

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação