BMW Série 7 completa 40 anos: veja seu histórico

 

Há 40 anos, em maio de 1977, a BMW apresentava o Série 7. Até hoje a denominação representa seu topo de linha entre os sedãs, competidor de Audi A8, Jaguar XJ, Mercedes-Benz Classe S e Porsche Panamera, entre outros. Conheça um breve histórico do modelo.

 

Primeira geração (E23)

1977: lançamento em maio com motores de seis cilindros em linha de 2,8 litros (170 cv), 3,0 litros (184 cv) e 3,3 litros (197 cv). A geração ofereceu itens como computador de bordo, alerta para anormalidades no carro e freios antitravamento (ABS).

1979: versão 2,8 com injeção e de 3,2 litros em vez de 3,3.

1980: o primeiro Série 7 com turbo vinha como 745i com motor de seis cilindros, 3,2 litros e 252 cv. Passava a 3,5 litros em 1984 sem ganhar potência.

 

 

1982: a caixa automática passava de três para quatro marchas e ganhava controle eletrônico. O ano trazia ainda retoques de estilo e no painel e a versão 735i de 3,5 litros e 218 cv.

1986: versões Highline e Exclusive ofereciam telefone, ajuste elétrico do banco do motorista com memórias, aquecimento dos bancos dianteiros e traseiro, ar-condicionado automático, revestimento dos bancos em couro de búfalo ou em napa, limpador de para-brisa automático e bolsa inflável para o motorista.

 

Segunda geração (E32)

1986: estreia em julho com motores seis-em-linha (3,0 de 188 cv e 3,5 de 211 cv), maiores distância entre eixos e rigidez estrutural. Entre os recursos dessa geração estavam controle eletrônico de tração, faróis de xenônio (primazia mundial), telefone e fax integrados ao carro, retrovisor fotocrômico, amortecedores e direção com controle eletrônico.

1987: chegava o 750i, com motor V12 de 5,0 litros e 300 cv. Uma versão com maior entre-eixos, designada com a letra “L” após a sigla, foi oferecida.

1991: sensores de estacionamento eram primazia mundial.

1992: novos motores V8 de 3,0 litros/218 cv e 4,0 litros/286 cv.

 

Terceira geração (E38)

1994: lançamento com motores V8 conhecidos. Inéditos eram o V12 de 5,4 litros (326 cv), a suspensão traseira multibraço e a transmissão automática de cinco marchas. Foi o primeiro carro de série com navegador por satélite integrado ao painel e controle eletrônico de estabilidade.

1995: chegava o seis-em-linha de 2,8 litros e 193 cv.

1996: motores V8 passavam a 3,5 litros/238 cv e 4,4 litros/286 cv com maior torque. Transmissão Steptronic permitia trocas manuais de marcha.

1997: motor turbodiesel de 2,5 litros e 143 cv, o primeiro do tipo no Série 7.

1998: ganhava mudanças de estilo, monitor de pressão de pneus e motor turbodiesel de 3,0 litros e 184 cv.

1999: mais um turbodiesel, agora V8 de 245 cv.

2000: versão a hidrogênio com 204 cv no motor V12 e autonomia de 350 km, que se somava ao do tanque de gasolina (mantido em função da escassez de postos do novo combustível).

 

Quarta geração (E66, E66, E67, E68)

2001: o novo Série 7 chegava com estilo controverso, sobretudo a tampa traseira mais alta que os para-lamas, criação do projetista Chris Bangle. O sistema de controle IDrive também foi criticado por muitos: ganharia facilidade de uso em versões posteriores. Trazia recursos como atuação variável dos estabilizadores da suspensão, faróis de xenônio em ambos os fachos, freio de estacionamento com comando elétrico e controlador da distância à frente. Versões iniciais eram de 3,6 litros/272 cv e V8 de 4,4 litros/325 cv.

2002: o topo de linha 760i trazia um V12 de 6,0 litros e 438 cv. No 740d vinha um V8 turbodiesel de 258 cv.

2004: o 750i voltava à linha com um V8 de 4,8 litros e 367 cv. No 730i vinha o seis-cilindros de 3,0 litros/258 cv.

2005: reforma visual abandonava parte das soluções polêmicas.

2006: motor V8 turbodiesel de 329 cv aparecia no 745d. O Hydrogen 7, a hidrogênio, foi feito em série de 100 unidades.

 

Quinta geração (F01, F02, F03)

2008: lançamento em novembro com turbo em todos os motores, caixa automática de oito marchas e opção de tração integral. As opções a gasolina eram de 3,0 litros/326 cv, 4,4 litros/473 cv e 6,0 litros/544 cv. A diesel havia os de 3,0 litros com 258 e 385 cv, este com três turbos. O Active Hybrid 7 combinava motores elétrico e a gasolina para 310 cv. A suspensão dianteira passava de McPherson para braços sobrepostos.

• Entre as primazias mundiais estavam mostrador projetado no para-­brisa com alerta de excesso de velocidade, detector de placas do limite da via, câmeras laterais para auxílio ao sistema de
estacionamento e sistema de visão noturna que reconhecia movimentos humanos.

2009: versão a hidrogênio e opção de entrada de 3,0 litros e 258 cv.

2012: retoques visuais, faróis de leds, painel remodelado e sistema Connected Drive. O Active Hybrid 7 trocava o V8 por um seis-cilindros.

 

Sexta geração (G11, G12)

2015: aparecia em junho com inovadora estrutura formada por fibra de carbono, aço e alumínio para redução de peso. No interior a tela tátil do painel podia ser comandada por gestos. O sistema de estacionamento era todo automático, a ponto de o motorista poder ficar de fora. A suspensão usava molas a ar e amortecedores com controle eletrônico. Motores de 3,0 litros/326 cv, 4,4 litros/450 cv (V8) e turbodiesel de 3,0 litros/265 cv.

2016: o M760Li XDrive trazia motor V12 biturbo de 6,6 litros e 610 cv, tração integral e máxima de 305 km/h. O 740E era um híbrido com recarga externa, modo elétrico e 326 cv. Edição The Next 100 Years celebrava os 100 anos da BMW. O 730i vinha com motor turbo de quatro cilindros e 258 cv.

Texto: Fabrício Samahá – Fotos: divulgação