BMW Série 1 não terá mais tração traseira e 6 cilindros

 

Se você faz questão de tração traseira e motor de seis cilindros em um BMW Série 1 (na foto o modelo atual), é melhor se apressar. A terceira geração do hatch alemão, a ser lançada em 2019, adota tração dianteira e passa a ter motor turbo de quatro cilindros e 2,0 litros como opção de topo, informa a revista inglesa Autocar.

A plataforma Frontantriebsarchitektur (FAAR) do Série 1 é uma evolução da UKL (Untere Klasse, classe baixa), lançada em 2014 e aplicada a modelos Mini, ao Série 1 sedã, às minivans Série 2 Active Tourer e Gran Tourer e aos utilitários esporte X1 e X2. Uma das diferenças é a previsão para montagem de baterias em carros elétricos. Na versão esportiva M130i X M Performance a tração será integral para lidar com os 300 cv previstos, seguindo a fórmula dos concorrentes Audi A3 e Mercedes-Benz Classe A em suas opções mais potentes.

 

 

O ganho de espaço interno deve ser uma boa novidade do Série 1, tanto pelo motor transversal quanto pela redução do túnel central de transmissão e o aumento previsto no entre-eixos. Os atuais motores turbo a gasolina e a diesel de 1,5 e 2,0 litros devem ser mantidos e, dentro da tendência de eletrificação, ao menos uma versão híbrida leve (com sistema de 48 volts e auxílio elétrico ao motor a gasolina) está nos planos.

Os europeus adeptos de sedãs não terão o Série 1 hoje feito na China, de estilo mais conservador. Está previsto um quatro-portas mais arrojado a partir da FAAR, que pode se chamar Série 2 Gran Turismo, para competir com o próximo Mercedes CLA. E, para os já se sentem órfãos da clássica combinação de seis cilindros e tração traseira, a grande notícia é que a arquitetura CLAR (usada em sedãs maiores da marca) será aplicada aos novos cupê e conversível Série 2, esperados para 2020 e 2021, na ordem. Nem tudo está perdido.

 

Série 1 atual

Texto da equipe – Fotos: divulgação