BMW Série 1: como é a nova geração de tração dianteira

 

O BMW Série 1 chega à terceira geração redesenhado desde a plataforma, que passa a ter motor transversal e tração dianteira (com opção por integral) em vez de motor longitudinal e tração traseira. A nova arquitetura, compartilhada ao Série 1 sedã, à Série 2 Active Tourer e aos X1 e X2, impôs uma cabine menos recuada que no modelo anterior, deixando-o mais parecido com outros hatches médios. As soluções de estilo, como a grade dupla de tamanho algo exagerado, repetem as de outros recentes lançamentos da marca.

 

 

Como esperado, o arranjo do novo Série 1 favorece o espaço interno: os passageiros de trás ganharam 2 cm para a cabeça e 3 cm para as pernas, o túnel central ficou menor e o porta-malas passou de 360 para 380 litros, embora o comprimento seja quase o mesmo de antes (4,32 metros) e o entre-eixos tenha diminuído em 2 cm (para 2,67 m).

 

 

No interior,  o quadro de instrumentos digital e a ampla tela de 10,25 pol para a central de áudio também lembram outros BMWs atuais. O controle de funções pode ser feito por voz, toques ou gestos. Teto solar panorâmico, projeção de informações no para-brisa, o Assistente Pessoal Inteligente da marca e carregador de celular por indução são novidades, assim como acesso ao carro e partida do motor a partir do telefone celular. Assistências ao motorista abrangem auxílio para voltar à faixa após uma saída insegura, detecção de pedestres com frenagem automática e alerta para risco de colisão por trás. Os acabamentos são Advantage, Sport Line, Luxury Line e M Sport.

As versões iniciais do novo Série 1, todas com motor turbo, são 118i (1,5 litro, 140 cv, torque de 22,4 m.kgf) e M135i (2,0 litros, 306 cv, 45,9 m.kgf, em azul nas fotos) a gasolina e 116D (1,5 litro, 116 cv, 27,5 m.kgf), 118D (2,0 litros, 150 cv, 35,7 m.kgf) e 120D (2,0 litros, 190 cv, 40,8 m.kgf) a diesel, com tração integral para o mais potente de cada combustível. O M135i substitui o M140i e abandona o motor de seis cilindros em linha e 340 cv, mas perdeu pouco em desempenho: com assistente de largada e caixa automática de oito marchas, ele acelera de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos, mais 0,2 s que antes. As versões menos potentes recebem caixa de sete marchas e dupla embreagem para favorecer a economia.

 

 

Tomado emprestado do i3 é o sistema ARB de limitação de deslizamento de rodas por atuador contíguo, que controla a tração diretamente na central eletrônica do motor, em vez da unidade do controle de estabilidade, para que o sinal seja enviado três vezes mais rápido. O objetivo é conter o subesterço típico de carros de tração dianteira. A suspensão oferece três versões: normal, M Sport (mais firme e com altura 10 mm menor) e com controle eletrônico de amortecimento.

 

Texto da equipe – Fotos: divulgação