Preço menor, novidade do Jeep Renegade

Para 2019, primeira alteração facial, de conteúdo em infodiversão e, no jargão da indústria, realinhamento dos preços

 

Quando anunciado, o Jeep Renegade cumpriu a aparentemente impossível promessa de assumir a liderança no segmento, até então com o incombatido Ford Ecosport. Há dois anos tomou a taça, mas logo depois perdeu-a ao irmão de linha Compass. Para 2019, primeira alteração facial, de conteúdo em infodiversão e, no jargão da indústria, realinhamento dos preços, obtido por combinação de equipamentos.

Nova grade, mantendo as icônicas e registradas sete barras verticais apresentadas no primeiro Jeep, em 1942; para-choque permitindo maior ângulo de entrada em obstáculos; faróis redesenhados e com lâmpadas em leds nas versões de topo; novo console; mais 47 litros de capacidade no porta-malas pela adoção do estepe temporário; todas as versões com rodas em liga leve, e a novidade de 19 pol na versão Limited. Em infodiversão, a maior tela multimídia da categoria, 21 cm, no sistema Uconnect, apto a gerenciar outras funções, como o ar-condicionado.

Versões com tração simples e nas 4 rodas; motores 1,8 Flex e 2,0 Diesel, transmissões mecânica e automáticas de 6 e de 9 marchas. Novidade é a redução de preço nas versões de entrada, para torná-lo mais competitivo no segmento de maior crescimento no mercado. Varia de R$ 70 mil (apenas para PCD) e R$ 136.390.

 

 

Italianos de corrida, os Best na Autoclasica

MV Agusta e Ferrari 340/375 MM

Automóveis com sobrenome; carros de corrida; reunião de marcas comemorando aniversário: Porsche e Land Rover, 70 anos; Harley-Davidson, 115; e Minis, Mercedes 300 SL. Fords Modelo A quase incontáveis – como se fora compensação dos Fordequeiros de lá, ausentes ao primeiro encontro latino-americano de Fords A, realizado neste final de semana na falda da Cordilheira dos Antes, próxima à enoturística Mendoza. Registra feitos não bisados no Brasil: reúne clubes; enorme variedade de patrocinadores; cobra ingressos, o equivalente a R$ 35 para olhar – abaixo de 12 e acima de 65 anos, grátis. Disse o Club de Automoviles Clasicos de Argentina, organizador, 48 mil pessoas passaram pela bilheteria.

Foi a 18ª Autoclásica, maior exposição antigomobilista da América Latina, no Hipódromo de Santo Isidro, beiradas de Buenos Aires, em período aberto no Dia de Colombo – o Cristóvão -, 12 de outubro, sexta, até 15 do mesmo mês, Dia da Hispanidad. Ausente a chuva, penetra nem sempre bem-vinda, dias radiosos de temperatura amena, ficou claro: a barreira para deter o crescimento ascensional ao evento estava fora do controle de São Pedro, e atende pelo humano desencontro entre a realidade econômica de um país de governos assistencialistas e populistas, e a necessidade de controlar as contas.

O clima de insatisfação, a inflação, o desemprego, foram os principais inimigos da Autoclasica, menor em área, em expositores de veículos e de automobilia em sua formidável feira de peças e que-tais, pomposamente chamada de Auto-Jumble. Clientes interessados na miríade – enorme variedade – de peças, partes, literatura, ouviam explicação aritmeticamente convincente quanto a preços elevados: valor da locação dos espaços cresceu 70% em relação ao ano anterior.

Questão
Organizadores indicaram presença de mais de 1.000 veículos históricos e clássicos, conta generosa ante muitos espaços vazios. Premiação principal, Best of Show, atribuída a dois veículos com passado de competição. De maior atração visual, mítico Ferrari 340/375, de 1953, com o carimbo de MM, construído especialmente para a Mille Miglia, a famosa corrida italiana, com participação de dois bruxos da época: Aurelio Lampredi, projetista do motor V12 4,5-litros; e Pininfarina, autor da carroceria. Outro relevo foi moto MV Agusta, também italiana, 500 Four, 1957, campeã mundial ao ano sob o comando do inglês – depois piloto de Fórmula 1 e construtor – John Surtees, restaurada por ele nos anos ’90.

Atrações paralelas, exposição de carros vencedores no Best of Show Autoclasica 20 anos, e uma ilha denominada Lendas Mundiais, com os melhores automóveis e motos antigos do país. Meia dúzia de brasileiros expondo. Não era delegação convidada ou exemplo de integração, mas apenas esforçados inscritos mostrando seus carros em local inexpressivo. Erram organizações argentina e brasileira, não fomentando sinergias.

Há alguma semelhança com alguns eventos antigomobilísticos no Brasil, nos quais se projetam os veículos vencedores. Na Autoclasica está havendo alternância entre os dois maiores colecionadores. Os Peres-Companq e sua aura de mais saudável do país, donos do Ferrari, e a família Sielecki, importante no ramo, premiada em Pebble Beach — onde nenhum colecionador brasileiro expôs —, vencedora ano passado.

 

 

Um golpe na Anfavea argentina?

Argentinos observadores da indústria automobilística de seu país atribuem a mudança de presidência da Adefa, a entidade agregadora dos fabricantes de veículos, ao que denominam Golpe de Palácio. Uma rasteira.

Lá, como cá, há protocolo institucionalizado para gerir a alternância no cargo. Usam critério simples: ordem alfabética pela inicial das marcas. Na prática, ao encerrar-se a gestão do presidente representando a Renault, pela sequência seria a vez da Scania, mas como esta não mais produz veículos, apenas partes, a ungida seria a Toyota. Mas a empresa foi sobre passada e a presidência caiu no colo de Hernán Vázquez, novo presidente da Volkswagen.

Explicação simplória: Toyota não estava no encontro para a eleição, e aparentemente os demais se esqueceram da ordem sucessória.

Dentre os acompanhadores do movimento há quem entenda ter havido uma cisão entre os interesses dos associados e a Toyota, causados por fatores vários, mas o fisicamente sensível foi o lobby junto ao governo para adiar o início da obrigatoriedade de os veículos novos portarem controle de estabilidade. A atividade considerou-se vitoriosa com o postergar, e surpreendeu-se quando a Toyota avisou iria equipar todos os seus veículos com tal adjutório – auxílio. Há outras diferenças: a Toyota é a única marca em crescimento no mercado, expandindo produção, vendas internas e exportações, contratando pessoal, destoando inteiramente do restante da indústria e suas lamúrias ao governo.

 

Roda a Roda

De verdade – Para mostrar capacidade e aplicabilidade de seus SUVs fora do exclusivo asfalto, cenário usual, Audi gravou 10 filmetes na Chapada dos Veadeiros, GO. Nele apresenta os Q3, Q5 e Q7. Aqui.

Vai – Quarto capítulo na novela das placas de licenciamento Mercosul. Associação dos fabricantes de placas em Santa Catarina, questionou e obteve liminar na Justiça Federal, ante o argumento de que o Denatran, Departamento Nacional de Trânsito deveria indicar os fornecedores. Questionou, também, falta de entrosamento entre os Detrans estaduais.

Volta – União recorreu, mas Daniela Maranhão, Desembargadora Federal do TRF1, DF, manteve a suspensão, entendendo adicionalmente a responsabilidade do credenciamento dos fabricantes de placas, deve ser dos Detrans. E aduziu o entendimento de ser impensável adotar sistema deste porte sem implementar estrutura para consultas e troca de informações antes de iniciar substituir as placas. Matéria em suspenso. E vai demorar.

Já vi – Nova gestão da Adefa (leia acima) também cancelou o Salão do Automóvel, programado para junho de 2019. Mesmas alegações levantadas década antes: vendas em queda, dificuldades no negócio. Interessante observar, o Salón del Automóvil é organizado pela entidade, e em tempos de vendas em queda, investimentos em promoção são indispensáveis.

Prévia – Troller, a pequena fábrica Ford de jipes, exibiu novidades no produto para chama-lo de modelia 2019. Nela avultam cores novas, como bordô e cinza escuro metálicos, e central multimídia JBL/Harman com tela de 16,5 cm. Razões fiscais levaram a grande empresa a interessar-se pela pequena operação. O produto tem carroceria em plástico reforçado com fibra de vidro, mas na linguagem pomposa da Ford é chamado de Compósito Especial…

Fórmula – Baixo peso, elevado torque resumem as motos Yamaha MT – Master of Torque. Modelo 07 é bicilíndrico, 689 cm³ de cilindrada, 4 válvulas, 74,8 cv e 6,9 mkgf de torque. Conjunto oferece boas respostas, poucas trocas de marchas. R$ 33.790 + frete, financiamento incentivado. Importada do Japão.

Negócio – Imprensa econômica internacional dá como certa venda da Magneti Marelli, centenária produtora de peças para automóveis, hoje pertencente à FCA. Decisão e início da negociação deu-se ao tempo de Sergio Marchionne, o CEO recentemente falecido. Interessada é a japonesa Calsonic Kansei, do ramo, tendo ofertado US$ 6,3 bilhões. Outros observadores acreditam na possibilidade de a FCA retirar alguns negócios do pacote, mantendo instalações e produção de alguns itens. MM tem oito divisões de produtos, de injeção de combustível a para-choques.

Aniversário – YPF, estatal argentina dos negócios com lubrificantes e combustíveis, festeja 20 anos de atuação no Brasil. Começou adquirindo a refinaria Peixoto de Castro, no RJ, mas saiu do negócio, comprando pequena fábrica paulista. A partir daí tem crescido muito. No primeiro semestre 24%.

De volta – Bruno Covas, prefeito paulistano, formalizou Termo de Compromisso com a N/Duduch, promotora do evento 6 Horas de São Paulo. Garante a parte oficial por 6 anos. Fará parte das comemorações do aniversário da cidade.

 

Espaço patrocinado

Novo Jetta supera seu segmento

Mudando a plataforma para o sistema MQB, Volkswagen reformulou o Jetta, tornando-o maior em todas as dimensões e, especialmente na principal medida de conforto, a distância entre eixos, maior em 3,67 cm. As linhas de estilo são agradáveis, personalistas, aerodinâmicas com coeficiente de arrasto de apenas 0,29, permitindo ênfase nas grades janelas, harmonia com frisos cromados na grade e na parte traseira, e elegante arremate nos faróis com lâmpadas leds. Na sétima geração, a nova estrutura permitiu agregar melhoramentos diferenciativos, em especial os de interface com usuários: melhor habitabilidade; interior mais refinado e tecnológico, como a iluminação ambiente do habitáculo; materiais agradáveis ao toque; percepção de cuidado e qualidade.

Agradará aos clientes a possibilidade de uso da tecnologia aplicada ao painel virtual, sem instrumentos físicos, permitindo mudar configuração, diâmetro, posição, opção inexistente em veículos da categoria. Conjunto mecânico liderado pelo motor 1,4 TSI, quatro cilindros, duplo comando, injeção direta de combustível e turbo, flex, 150 cv de potência e 25,5 m.kgf de torque. Transmissão automática de seis velocidades. Traz apelo comercial ao oferecer as três primeiras revisões grátis, o plano de manutenção mais barato do segmento, e três anos de garantia.

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A coluna expressa as opiniões do colunista e não as do Best Cars