Honda City e Kia Cerato: reencontro em nova geração

Honda City EXL vs. Kia Cerato EX

 

O sedã “quase médio” dos japoneses renova-se e volta a encarar
um sul-coreano que fica próximo em proposta, porte, potência e preço

Texto e fotos: Fabrício Samahá

 

Desde a primeira geração, lançada no Brasil em 2009, o Honda City fica no que se pode chamar de meio do caminho: embora derivado de um hatchback pequeno — o Fit —, tem algumas dimensões próximas às de um sedã médio, como o comprimento; apesar de usar um motor de apenas 1,5 litro de cilindrada, suas versões de acabamento superiores ficam próximas em preço a alguns médios de 2,0 litros.

Essa peculiaridade permanece em sua segunda geração, que estreou por aqui em setembro. Partimos em busca de um concorrente para opor ao novo City EXL em um comparativo — e chegamos ao Kia Cerato, já comparado ao Honda em abril e novembro de 2010, ambos em geração anterior. Reformulado aqui em 2013 e ainda não avaliado pelo Best Cars, o Cerato mostra-se um bom adversário nos quatro “Ps” de nossos confrontos.

 

Honda City EXL
Kia Cerato EX

 

Honda City EXL 1,5

Kia Cerato EX 1,6

4,45 m 4,56 m
115/116 cv 122/128 cv
R$ 69.000 R$ 73.400
Preços públicos sugeridos, em reais, para os carros avaliados, com possíveis opcionais

 

 

São carros com mesma proposta de uso, sedãs de médio porte com espaço para a família e sua bagagem e desempenho adequado tanto ao uso urbano quanto a viagens, embora sem potência exuberante. Em porte, diferenças aceitáveis: o Cerato é 10 centímetros maior em comprimento e entre-eixos. Seu motor de 1,6 litro também produz potência pouco maior (122 cv com gasolina e 128 com álcool) que a do 1,5 do City, que tem 115 e 116 cv, na ordem. Quanto ao preço, a versão única EX da Kia custa R$ 73.400 ou 6,4% mais que a EXL da Honda (ambos sem pintura metálica), uma boa proximidade, embora seja preciso acrescentar o frete ao Cerato.

Portanto, temos aqui dois carros comparáveis, um nacional de Sumaré, SP, outro importado de Hwaseong, Coreia do Sul — e por isso penalizado com Imposto de Importação de 35%. Um passou a usar câmbio de variação contínua (CVT) nesta geração; o outro mantém um automático tradicional de seis marchas. Várias semelhanças, alguns contrastes e a grande questão: qual dá mais pelo que você paga? Vamos atrás da resposta.

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