Glossário – D

O glossário de termos técnicos pretende esclarecer termos citados em artigos do site, evitando a repetição de seu significado a cada citação. Não é seu objetivo definir todos os incontáveis termos técnicos relacionados ao automóvel.

 

Desligamento automático de cilindros: sistema que desativa a alimentação e a combustão de metade dos cilindros do motor nos regimes baixos e médios de rotação e em condições de carga (abertura de acelerador) parcial, para reduzir o consumo de combustível. O objetivo é levar o motorista a usar maior carga, o que aumenta a eficiência dos cilindros que permanecem ativos. Os cilindros voltam a trabalhar de imediato, e de modo pouco perceptível, se o motorista solicitar mais potência. Foi introduzido pela Mercedes-Benz no fim da década de 1990 e depois adotado por outros fabricantes. Representa, segundo a Mercedes, economia de até 15% a 90 km/h constantes no caso do motor V8 de 5,0 litros.

 

Desmodrômico: tipo de comando de válvulas que usa balancins de comando hidráulico, fixos aos comandos e às válvulas, tanto para abri-las quanto para fechá-las, dispensando as molas. Isso evita o fenômeno da flutuação de válvulas em alta rotação, permite aumentar a duração do comando (mantendo-as abertas por mais tempo) e adotar perfis de cames acentuados (nos dois casos, aumenta-se o enchimento dos cilindros).

 

Detonação: combustão espontânea da mistura ar-combustível após a ocorrência da centelha na vela de ignição (no que se distingue da pré-ignição). Leva ao aparecimento de mais de uma frente de chama, que ao se chocarem elevam subitamente a pressão e a temperatura na câmara de combustão. Provoca um ruído metálico (“grilo”) que se assemelha ao de bolinhas de gude dentro de um copo — no vocabulário comum, “batida de pino”. É causada em geral por taxa de compressão muito elevada, ponto de ignição muito avançado, vela de especificação incorreta ou combustível de baixa qualidade. Se persistir por algum tempo, a elevação de temperatura pode levar a uma trinca no cabeçote, um furo na cabeça do pistão ou à fundição do cilindro.

 

Diagonal: tipo de pneu em que a carcaça é formada por lonas têxteis cruzadas uma em relação à outra, ao contrário do tipo radial, em que a estrutura têxtil ou de aço tem os cordonéis dispostos no sentido do raio. O tipo diagonal não é mais usado em automóveis, pois o radial traz vantagens em estabilidade, economia de combustível e durabilidade do pneu.

 

Diferencial autobloqueante: o diferencial faz com que, quando uma roda gira em falso, a força seja transmitida para a roda oposta do mesmo eixo. Essa é uma situação inconveniente em uma curva ou piso de baixa aderência. O autobloqueante limita esse efeito e evita a perda de tração: ao reduzir a rotação da roda que desliza, transfere maior força para que a que tem aderência. Existe também o bloqueio não automático do diferencial, acionado pelo motorista quando desejado.

 

Direção com assistência elétrica: sistema em que um motor elétrico substitui a bomba hidráulica da assistência convencional. Entre as vantagens estão menor consumo de energia do motor, ausência de fluido (o que reduz a manutenção e é benéfico ao meio ambiente) e a facilidade ao fabricante de ampliar a assistência quando desejado, como no sistema Dual Drive do Fiat Stilo, o primeiro carro nacional com tal assistência (um botão no console acionava a função City, que tornava a direção 50% mais leve).

 

Distribuição eletrônica de força de frenagem: do inglês electronic brake distribution, ou EBD, o dispositivo aplicado a alguns modelos com sistema antitravamento (ABS) usa seus sensores para melhor distribuir a força de frenagem entre os eixos dianteiro e traseiro. Sem o EBD, a distribuição imperfeita pode levar a tendência prematura de travamento das rodas de um dos eixos, o que implica atuação do ABS e prejuízo à capacidade total de frenagem.

 

Dummy: no plural, dummies, é um boneco de alta tecnologia empregado em testes de colisão (crash-tests). Dotado de sensores extremamente precisos, permite avaliar os esforços e impactos exercidos em cada parte do corpo durante a colisão, de modo a auxiliar o desenvolvimento de automóveis mais seguros.

 

Duplo refletor: farol dotado de refletores próprios para o facho baixo e o alto, o que permite que o desenho de cada refletor seja mais elaborado para a função. Em alguns modelos, ao acionar o farol alto o facho baixo é mantido aceso, o que usa ambos os refletores com quatro fachos no total, para iluminação mais eficiente. Em outros, o alto faz apagar as lâmpadas do baixo. É também chamado de biparábola.