Glossário – A

O glossário de termos técnicos pretende esclarecer termos citados em artigos do site, evitando a repetição de seu significado a cada citação. Não é seu objetivo definir todos os incontáveis termos técnicos relacionados ao automóvel.

 

Aceleração interina: procedimento usado em reduções de marcha para elevar as rotações do motor, de modo a suavizar o acoplamento da embreagem e evitar trancos na transmissão. Pode ser feito pelo motorista, com uma breve pisada no acelerador enquanto o pedal de embreagem está acionado, ou ser produzido pela central eletrônica da caixa de câmbio, nos casos de sistema automatizado ou automático.

 

Acelerador com controle eletrônico: chamado em inglês de drive-by-wire, é o comando de acelerador em que o movimento do pedal é transmitido para a central eletrônica do motor. Esta então analisa o movimento e outras condições, como a rotação do motor, para comandar a abertura da borboleta de aceleração, que é feita por um motor elétrico. Além de eliminar o cabo, que pode se desgastar ou transmitir vibrações vindas do motor, o sistema facilita obter suavidade quando se acelera ou se tira o pé rapidamente, evitando trancos.

 

Acionamento de válvulas por alavanca roletada: sistema utilizado no comando de válvulas de alguns motores (no Brasil, o primeiro foi o Zetec Rocam de 1,0 e 1,6 litro da Ford, em 1999) que usa roletes nas alavancas tipo dedo, responsáveis por acionar as válvulas. A solução reduz o atrito e permite utilizar perfil de cames mais esportivo (saiba mais).

 

Advertência de lente convexa: nos Estados Unidos os veículos com retrovisor direito de lente convexa devem trazer gravação alertando que os objetos refletidos estão mais próximos do que parecem estar. No Brasil, alguns modelos com esse tipo de lente no lado esquerdo também trazem tal mensagem.

 

Atkinson e Miller: ciclos de funcionamento que podem ser empregados em motores do ciclo Otto, como os movidos a gasolina, álcool e gás natural. Por meio de maior tempo de abertura da válvula de admissão (se comparado ao do ciclo Otto), o motor em seu ciclo de compressão encontra tal válvula ainda aberta quando o pistão começa a subir. Isso faz com que parte da mistura ar-combustível admitida seja empurrada de volta para o coletor de admissão, fora do cilindro, o que aumenta a eficiência (menor consumo), mas implica perda de potência em relação ao ciclo Otto. No caso do ciclo Miller, o emprego de turbocompressor ou compressor compensa essa perda de potência, enquanto o ciclo Atkinson é usado com aspiração natural.

 

 

Antiesmagamento: sistema de proteção adotado nos controles elétricos de vidros e de teto solar de alguns modelos (quando é adotada a função um-toque) para evitar acidentes, sobretudo com crianças. Ao encontrar resistência durante o fechamento, o vidro retorna alguns centímetros para que o obstáculo possa ser removido.

 

Aquaplanagem: fenômeno em que os pneus passam a “esquiar” sobre a lâmina d’água acumulada na pista, perdendo aderência e eliminando o controle do motorista sobre a direção, a aceleração e a frenagem. Para evitá-la deve-se trafegar em velocidade compatível com a quantidade de água na pista e manter os pneus em bom estado, com sulcos profundos. No caso de sua ocorrência, deve-se aliviar o acelerador e evitar manobras bruscas até que a aderência seja retomada (saiba mais sobre direção sob chuva).

 

Articulações pantográficas: usadas em alguns cupês e sedãs de três volumes, evitam a necessidade de “reservar” espaço junto à bagagem para o fechamento da tampa, por ser externas, e permitem abertura em ângulo superior a 90°, para mais fácil acesso, devido ao sistema de pantógrafo.

 

Árvore de balanceamento: espécie de eixo acionado por engrenagens, que gira em sentido contrário ao do virabrequim e em geral com o dobro de sua velocidade. O objetivo é anular as forças de inércia de segunda ordem, que provocam vibrações e aspereza ao motor (saiba mais).

 

Aspirado: ou naturalmente aspirado; diz-se do motor que não recorre a nenhum tipo de sobrealimentação, como turbo ou compressor. No motor aspirado o ar é admitido por aspiração natural e não “empurrado” por um sistema compressor. A expressão “aspirar o motor”, que não é correta, pretende se referir à preparação efetuada em um motor sem uso de sobrealimentador.

 

Assimétrico: em se tratando de pneu, é aquele em que a banda de rodagem (região em contato com o solo) possui desenhos diferentes entre a metade interna e a externa. Em geral, os gomos da parte externa são maiores e mais próximos, para maior aderência e menor desgaste das laterais em curvas, enquanto os gomos menores e mais espaçados da parte interna escoam melhor a água.

Em se tratando de faróis, é o facho em que o lado direito possui maior alcance que o esquerdo (ou o inverso, em países com circulação pela esquerda), de modo a ampliar a iluminação no canto da pista e, por outro lado, reduzir a possibilidade de ofuscamento dos motoristas que vêm em sentido oposto. Tal esquema é o padrão nos carros nacionais e da maior parte do mundo, mas não nos Estados Unidos, onde os fachos são simétricos.

 

Assistência adicional de frenagem: sistema eletrônico (embora também exista uma variedade mecânica) que aumenta a força aplicada pelo motorista ao pedal do freio, em freadas de emergência, ou compensa o alívio dessa força pelo motorista quando o pedal pulsa por causa da atuação do sistema antitravamento (ABS). O dispositivo detecta a rapidez de acionamento do pedal e amplia sua atuação para obter o menor espaço de frenagem possível.

 

Assistente de estacionamento: dispositivo que manobra o veículo em vagas paralelas ao tráfego (em alguns casos, também em vagas perpendiculares a ele), podendo servir ainda para a manobra de saída dessas vagas, se prevista. O sistema analisa os espaços ao lado do carro para encontrar uma vaga de tamanho suficiente e, uma vez iniciada a manobra, encarrega-se do acionamento do volante e da orientação ao motorista, ao qual cabe acionar os pedais de acelerador e freio e a alavanca de câmbio.

 

Assistente de faixa da via: dispositivo que contribui para manter o veículo em sua faixa de rolamento, por meio de uma câmera que lê as linhas demarcatórias pintadas no asfalto. O tipo mais simples apenas alerta o motorista, fazendo vibrar o banco ou o volante, caso o carro se aproxime daquelas linhas. O mais elaborado provoca pequenas correções no volante para reposicionar o carro, sem substituir o controle pelo motorista. Em geral, o assistente não distingue faixas contínuas das intermitentes e pode ser desativado.

 

Assistente de faróis: sistema que comuta de forma automática entre os fachos alto e baixo, de acordo com a luminosidade ambiente e a presença de outros veículos na via. O facho alto é usado em locais desertos e não iluminados, mas se um sensor detecta eventual veículo adiante (no mesmo sentido ou no oposto) o sistema comuta para o facho baixo a fim de evitar ofuscamento. Quando o veículo desaparece do campo dos faróis, o facho volta ao alto.

 

 

Assistente de saída em rampa: sistema de auxílio que mantém acionados os freios por alguns segundos (em geral dois ou três), após a liberação do pedal pelo motorista, ao detectar que o veículo está parado em aclive (com primeira marcha engatada) ou declive (com marcha à ré) engatada.Tão logo o condutor acelere o suficiente para sair, os freios são liberados. O objetivo é evitar que o carro rode para trás, em aclive, ou para frente, em declive, e assim facilitar a saída ou manobra de estacionamento. De modo geral o assistente equipa apenas carros com controle eletrônico de estabilidade, pois aproveita parte de seus sensores.

 

Automatizada: tipo de transmissão que, embora baseada em uma caixa manual, dispensa o pedal de embreagem e pode atuar de forma automática. As mudanças de marcha são comandadas pela alavanca ou por meio de comandos (alavancas ou botões) no volante. A caixa então efetua a troca, em geral por mecanismo eletro-hidráulico. São exemplos os sistemas I-Motion da Volkswagen e Dualogic da Fiat. Uma evolução desse sistema é o automatizado de dupla embreagem, como o DSG da VW e o Powershift da Ford.