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Schumacher está de volta ao lado
de Rosberg correndo pela Mercedes, que abandona a longa parceria com a
McLaren e substitui a Brawn GP


Duas das equipes estreantes: a
Virgin Racing, com Timo Glock e Lucas di Grassi (em cima), e a Lotus com
Jarno Trulli e Heikki Kovalainen
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A
temporada de 2010 da Fórmula 1, que começa domingo (14) com o Grande
Prêmio do Bahrein, promete muitas emoções depois que a categoria esteve
perto de uma revolução fora das pistas — em decorrência do
desentendimento entre a Federação Internacional do Automóvel, FIA, e as
equipes, o que levou a uma guerra política poucas vezes vista no
automobilismo. Dentro das pistas, as novidades não são menores: o
aumento do grid que quase deu em nada, a mudança de pilotos em sete das
10 equipes preexistentes, as voltas surpreendentes de Michael Schumacher
e da Mercedes-Benz como equipe oficial depois de anos de parceria com a
McLaren. São muitas mudanças numa temporada que começa sob uma
expectativa poucas vezes vista na Fórmula 1.
As novidades começam pelo aumento do número de carros. Como resultado da
guerra política entre Max Mosley (do lado da FIA) e das equipes (pela
FOTA, encabeçada por Luca di Montezemolo, Ron Dennis e Flavio Briatore),
houve concorrência para que novas equipes entrassem no circo da Fórmula
1. Nessa concorrência as equipes Campos-Meta, US F1 e Manor foram
agraciadas com vagas. Mais tarde, com a não inscrição no primeiro
momento da BMW Sauber para 2010, a Litespeed foi agraciada com outra
vaga no seleto grupo. Mas a Sauber, por fim, não saiu: sofreu um
processo de compra semelhante ao que viveu a Brawn em 2009 e passou
novamente às mãos de Petter Sauber. Como a Toyota declarou que estava
abandonando a categoria logo depois do fim da temporada passada, a
equipe suíça acabou sendo novamente agraciada com uma vaga.
Campos? US F1? Manor? Litespeed? Pois é. No começo, em julho de 2009,
depois da concorrência da FIA, seus nomes eram esses. Diante das
dificuldades de se montar uma equipe a partir do zero, muita coisa — até
os nomes — mudou desde então. Logo a Manor anunciou que o grupo Virgin
(que cogitou comprar a Brawn GP e acabou patrocinando a equipe campeã de
2009) fazia parte de seu projeto, mudando para Virgin Racing. Para o
desespero dos puristas, a Litespeed trocou a razão social para Lotus
depois de receber um bom dinheiro do governo malaio — sócio da Lotus
Cars por meio da Proton. E a Campos, chefiada pelo espanhol Adrian
Campos, ex-piloto da F-1 e dono de equipe da GP2, em meio às
dificuldades financeiras que vive seu país, sobreviveu depois de uma
longa novela e foi rebatizada como HRT — de Hispania Racing Team, grupo
chefiado por Jose Ramon Carabante, que já era sócio da equipe de Campos.
Por sorte, como havia sido terceirizada para a Dallara, não houve tantos
problemas para o término da construção do carro.
Já a US F1 não teve a mesma sorte e, por não ter conseguido terminar o
carro em tempo por dificuldades financeiras, ficou de fora da categoria.
Quem cobiçava a vaga dos norte-americanos era a Stefan GP, que comprou o
espólio da Toyota — o projeto do carro para 2010 — e ameaçou enviar
materiais para o Bahrein e testar nas datas permitidas pelo regulamento.
Mas, como a FIA divulgou que a vaga da US F1 havia sido declarada aberta
apenas no fim de fevereiro, a entrada da equipe sérvia foi
inviabilizada. O que foi anunciado é que outra concorrência será aberta
para 2011.
Caras novas em casas novas
A entrada de diversas
equipes abriu a porta para que o mercado de pilotos sofresse uma
reviravolta. Apenas três escuderias permaneceram com a dupla que correu
o GP de Abu Dhabi, sendo que duas delas trocaram um de seus pilotos na
fase final da temporada. Continua
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