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Apesar de ter começado o dia 6 s atrás, o piloto aproveitou uma rodada de Grönholm e reagiu. Abriu 10 s só na especial em que o adversário rodou,  a 14ª do rali, e depois foi preciso como sempre para manter e ampliar a diferença. Ao final do dia, a vantagem de Löeb já era de 21,8 s e só um erro — o que o francês raramente comete — deixaria a prova nas mãos de Grönholm.

No terceiro e último dia, Löeb ainda abriu um pouco mais, tornando quase impossível deixar de vencer. O 20º estágio, uma superespecial, foi cancelado devido a um acidente com o espanhol Daniel Sordo (também com um Xsara) logo no início e, mesmo com Grönholm vencendo a última etapa, o esforço não foi suficiente para ameaçar a vitória de Löeb.

Pode-se dizer que os dois foram os únicos pilotos que disputaram efetivamente o rali. Das 21 especiais, Löeb venceu 11 e Grönholm nove. Além deles, apenas o norueguês Petter Solberg venceu uma, no primeiro dia de competição, e por uma margem de pouco menos de 2 s. Pena que Solberg teve problemas de câmbio em seu Subaru Impreza WRC e ficou de fora da briga logo depois.

O 3º colocado ficou o tempo todo muito distante dos dois líderes. O finlandês Mikko Hirvonen, companheiro de equipe de Grönholm na Ford, chegou mais de 4 minutos atrás para completar o pódio em 3º. Em 4º chegou o austríaco Manfred Stohl, com seu Peugeot 307 WRC de equipe privada com apoio da fábrica. O finlandês Toni Gardemeister foi 5º, com um Xsara WRC privado, e o norueguês Henning Solberg, irmão de Peter, 6º colocado com outro Peugeot 307. O espanhol Xavier Pons (companheiro de Löeb na equipe Kronos, que têm o apoio da Citroën) foi apenas o 7º colocado. Peter Solberg fechou o rali em 8º, depois de cair para 11º com os problemas no carro.

Assim, restando apenas quatro etapas para o final do campeonato, Löeb pode ser campeão já no próximo rali, o da Turquia, a ser disputado entre os dias 13 e 15/10. Como Löeb abriu mais dois pontos no Chipre, agora tem 35 de vantagem sobre Grönholm: 112 contra 77. Para se manter na briga pelo título, este tem de tirar pelo menos cinco pontos da diferença na Turquia, para depois ter ainda de vencer os três ralis finais e contar com três abandonos de Löeb. Um cenário muito improvável dada a regularidade dos pilotos, a confiabilidade dos carros e as diferentes condições psicológicas em que eles disputarão os últimos ralis.

Mais do que nunca, Löeb está com o tricampeonato nas mãos.

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