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Diferente
de Räikkönen, que conseguiu apenas ultrapassar Alonso nos boxes, com um
eficiente trabalho da Ferrari. Dali em diante, Kimi não atacou Hamilton
e pareceu satisfeito com a 3ª colocação, repetindo o resultado do último
GP. Os dois são os únicos a terem subido ao pódio em todas as corridas
este ano, com a vantagem de Räikkönen ter vencido uma corrida e Hamilton
ainda não. Mas é uma questão de tempo para que Lewis vença, certamente.
Ele é um piloto muito graduado, logo de cara o melhor estreante da
história da F-1.
Atrás de Massa, Kimi e Hamilton chegou Nick Heidfeld, da BMW Sauber,
mais uma vez o melhor entre os pilotos "não-favoritos" da Ferrari e
McLaren. Nick fez a melhor ultrapassagem da corrida sobre Alonso, por
fora, no fim da reta, para chegar em 4º pela terceira vez seguida. O
carro da BMW mostra-se o terceiro melhor atualmente, mas Heidfeld tem
feito a diferença. Alonso nem tentou reagir na hora da manobra, nem
contra-atacar mais tarde. Seu carro não rendia bem e ele também não
pareceu preocupado em ser mais ousado — talvez em conseqüência de o
carro não entregar o que seria necessário para isso.
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O
fato é que Heidfeld mais uma vez chegou onde deveria estar um piloto da
Ferrari ou McLaren, e em todas elas o mérito foi seu. Merece os elogios
que vem recebendo. Atrás dele e de Alonso, o 6º colocado foi Robert
Kubica, que afastou (um pouco) o azar e chegou onde deveria pela ordem
natural das forças, apesar de não ter feito uma corrida brilhante pela
BMW como no ano passado. Ainda teve problemas no carro que não ajudaram,
mas foi o suficiente para superar Jarno Trulli, 7º colocado com a
Toyota, e Giancarlo Fisichella, da Renault, 8º e último a pontuar.
Trulli foi bem na prova, bem combativo. Pontuou mais uma vez e também
chegou na colocação que deveria pelo nível atual das equipes. Fisichella
poderia ter sido melhor, mas a Renault não anda permitindo muito mais
com os pneus Bridgestone. Além de Massa, perfeito, e Heidfeld, com a
melhor manobra da corrida, outro destaque foi David Coulthard, da Red
Bull, que largou em 21º e estava em 7º quando abandonou com problemas
mecânicos. Foi muito combativo e com certeza o piloto que mais
ultrapassou na corrida toda. Poderia ter sido 6º ou até 5º, pelo que
vinha rendendo. Mas a Red Bull ainda precisa acertar a confiabilidade do
carro, que também deixou Mark Webber a pé. |
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Rubens
Barrichello chegou em 13º com o carro da Honda, depois de largar em 15º.
A diferença de duas posições, porém, se deve mais aos abandonos da Red
Bull que outra coisa. O carro é mesmo muito ruim e deve continuar assim
pelos próximos GPs, até ser substituído por um modelo novo.
A próxima corrida acontece já na Europa, na Espanha, dia 13/5. Até lá
haverá mais tempo para rever os carros e acalmar os ânimos de todos,
neste eufórico início de campeonato. Se continuar assim, a fase européia
da F-1 tem tudo para ser das melhores. |