|





|
Enquanto isso acontecia, Alonso atacava Massa — e só não houve um pega
efetivo entre os dois porque Felipe foi para sua parada de boxe. Como
resultado, Alonso passou a ser 3º, já perseguindo um Hamilton cada vez
mais errante pela pista.
Resta saber por que Lewis e a McLaren não optaram por trocar mais cedo
os pneus, já que era clara sua deficiência, tornando o carro difícil de
domar. Hamilton saiu da pista algumas vezes até que finalmente foi aos
boxes. E foi na entrada dos boxes que ele ficou: entrou muito rápido em
sinal de claro desespero, o carro deslizou e foi parar na brita, onde
ficou "atolado" na entrada dos boxes. Fim de corrida para Hamilton,
levando ao resultado mais interessante para o campeonato.
Sem pontuar, e com a vitória fácil de Räikkönen dali em diante, a
decisão passou a ser no GP do Brasil, dia 21. Massa até que tentou se
aproximar de Alonso pela 2ª posição, mas foi em vão. E, na verdade, para
o campeonato foi melhor assim. Se Alonso tivesse perdido dois pontos
para Massa, que está fora da briga, o título ainda ficaria mais perto
das mãos de Hamilton do que dele, Alonso. Mas, com Räikkönen em 1º,
Alonso em 2º e Massa em 3º na China, Hamilton se manteve com 107 pontos,
contra 103 de Alonso e 100 de Räikkönen. Os três têm chances matemáticas
de levar o título — e farão de tudo para isso. Principalmente se chover.
Depois dos três primeiros na China, o grande destaque da prova foi
Sebastian Vettel, da Toro Rosso. O piloto alemão, que já havia se
destacado na chuva em Fuji (onde poderia ter sido até 2º colocado, caso
não batesse durante o período de carro de segurança), mais uma vez fez
bonito na água. Largou em 17º e chegou em 4º, numa excelente corrida,
com pilotagem precisa e ousada. Detalhe: ele estava em 12º no grid,
atrás do companheiro de equipe Vitantonio Liuzzi, mas foi penalizado por
ter atrapalhado uma volta rápida de outro piloto, segundo julgamento dos
comissários. Isso mostra que é realmente um bom piloto e que a equipe
está evoluindo.
Liuzzi terminou a corrida em 6º, e assim a Toro Rosso colocou seus dois
pilotos entre os seis primeiros, um grande resultado. Entre eles, o 5º
colocado foi Jenson Button, da Honda, numa boa prova com um carro nem
tanto. Rubens Barrichello, seu companheiro de equipe, foi apenas 15º. Em
7º e 8º chegaram Nick Heidfeld, da BMW Sauber, e David Coulthard, da Red
Bull Racing, na ordem. Apesar da boa atuação da Red Bull nos treinos
(com Coulthard em 5º e Mark Webber na 7ª posição no grid), na corrida
eles não foram tão bem: apenas o suficiente para David pontuar em 8º,
com Webber em 10º.
Agora só falta a corrida no Brasil, e tudo pode mudar com seu resultado.
Até mesmo o mercado de pilotos para 2008, que depende acima de tudo do
resultado de Alonso. Se tivermos aqui uma corrida tão cheia de
possibilidades quanto no Japão e na China, será sem dúvida um grande GP
do Brasil. Mais uma vez cercado de expectativas, mais uma vez decidindo
o campeonato em São Paulo.
|