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Um GP de reviravoltas

Hamilton

Com muita chuva e um erro da Ferrari, Hamilton venceu
no Japão e está praticamente com o título nas mãos

Texto: Fulvio Oriola - Fotos: divulgação

Kovalainen

Räikkönen

Coulthard

Fisichella

Massa

Muita chuva e reviravoltas na pista: assim foi o GP do Japão, disputado neste domingo (30) após 30 anos ausente do circuito de Fuji. O inusitado começou pela largada, que praticamente não houve: os carros ficaram quase um terço da corrida atrás do carro de segurança antes que a prova de fato começasse, porque a chuva aumentava cada vez mais. A visibilidade era muito baixa e foi nessas condições que a corrida começou a se definir.

Mesmo antes da luz verde, uma trapalhada gigantesca da Ferrari tirou seus pilotos da briga pela vitória. Mais um erro da equipe, que parece sentir mesmo falta de Ross Brown, responsável pelas estratégias do time na era Schumacher. A Federação Internacional do Automóvel (FIA) disse ter exigido, em comunicado, que as equipes adotassem pneus de chuva, pois a largada seria atrás do carro de segurança. A Ferrari alegou não ter recebido o comunicado ou tê-lo recebido só depois que os carros já estavam no grid.

Ora, com ou sem comunicado, qualquer leigo usaria pneus de chuva diante daquela quantidade de água na pista... Mas não foi o que a Ferrari fez. Seus carros, com pneus intermediários, mal conseguiam se manter na pista atrás do carro de segurança. Foram obrigados a parar e adotar pneus de chuva, sob pena de desclassificação. Nem precisava a ameaça, porém: os carros sairiam da corrida sozinhos.

Feita a burrada, a conseqüência foi a ida de Kimi Räikkönen e Felipe Massa da segunda fila para o fim do grid. Massa ainda teve de passar pelos boxes como penalidade por "ultrapassar" com bandeira amarela. Injusto, porque os pilotos, na tentativa de manter os pneus pelo menos um pouco aquecidos, aceleram e freiam forte repetidas vezes, sem aviso aos que vêm atrás. Fazem isso até para provocar a ultrapassagem involuntária por quem vem atrás e a conseqüente punição ao piloto "desatento". A regra deveria ser revista para evitar acidentes, que de fato aconteceram mais tarde na prova em outra situação de carro de segurança.

Enfim, foi dada a largada e a situação foi de verdadeiro caos. Pilotos com carros mais pesados — muitos já haviam feito até paradas de reabastecimento antes mesmo de a corrida começar de fato, na volta 18 —, mais devagar, causaram situações perigosas quando encontraram pela pista carros mais leves e rápidos. Sem aderência nem visibilidade, toques e batidas foram se multiplicando. Nem mesmo os líderes Lewis Hamilton e Fernando Alonso, da McLaren, se mantiveram ilesos. Sofreram toques e rodaram, mas conseguiram continuar. A prova foi de quem soube se manter na pista, controlando melhor o carro nas condições extremas. Foi o caso de Hamilton, de Mark Webber (Red Bull Racing) e, para a surpresa coletiva, de Sebastien Vettel, da equipe Toro Rosso. Continua

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Data de publicação: 2/10/07

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