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A
expressão "compacto premium", tão desgastada pelo mau uso no Brasil em
carros que de premium têm muito pouco, resume um segmento com grande
potencial para crescer à medida em que, pelas normas de emissões de gás
carbônico, os fabricantes precisem recorrer a carros mais leves e
econômicos. E é nessa categoria que se insere agora o Audi A1, com
estreia no Salão de Genebra em março.
Não se trata do primeiro Audi pequeno: há 10 anos era lançado o
A2, um monovolume sofisticado com
carroceria toda de alumínio e alto preço, e já em 1974 a empresa
oferecia o 50, praticamente igual ao
Polo de primeira geração
apresentado um ano depois pela Volkswagen. Mas desta vez é diferente: o
A1 tem o formato tradicional de hatch três-portas, que não deve causar
rejeição pela aparência, e aposta em uma fórmula algo requintada no
interior, mas sem excessos nas técnicas de construção que levariam o
preço às alturas. A empresa anuncia valor a partir de
16 mil Euros, o que o deixa
pelo menos 30% mais barato que o A3 mais simples (de 1,4 litro e 125 cv)
vendido na Alemanha.
Se você achar que já viu esse desenho antes, é porque se lembrou do
carro-conceito Metroproject Quattro do
Salão de Tóquio de 2007. De lá para cá apenas alguns traços foram
mudados, como grade e faróis de aspecto mais imponente, até para o
deixar mais parecido aos demais Audis de hoje. Permanecem as linhas
gerais e também elementos como o arco em tom contrastante (há quatro
opções de cores) que liga as colunas dianteiras às traseiras. Talvez
tenha faltado inspiração à traseira, de aspecto algo tímido. Com 3,95
metros de comprimento, 1,74 m de largura, modestos 1,42 m de altura e
2,47 m de distância entre eixos, o A1 leva quatro pessoas e é maior que
o Mini da BMW, seu
concorrente mais direto.
Típicos da marca são os faróis de xenônio
acompanhados de luzes diurnas por leds. O
coeficiente aerodinâmico (Cx) é bom, 0,32,
e as rodas vão de 15 até 18 pol. O ambiente interno, também com traços
habituais da Audi, transmite limpeza e facilidade de uso. No topo do
painel aparece a tela retrátil de navegação e entretenimento; o sistema
de áudio Bose opcional tem 14 alto-falantes, potência de 465 watts e
disco rígido de 20 Gb para armazenar músicas. O porta-malas é compacto,
267 litros, ampliáveis a 920 com o rebatimento do banco traseiro. Entre
as opções disponíveis estão bancos esportivos, suspensão mais firme,
controlador de velocidade,
ar-condicionado automático e o pacote de visual esportivo S Line.
Todo motor usado no A1 tem turbocompressor
e injeção direta: duas unidades a
gasolina (1,2 litro/86 cv e 1,4 litro/122 cv) e duas a diesel (ambas de
1,6 litro com 90 ou 105 cv). É de se esperar algo mais apimentado para o
futuro, já que em sua classe na Europa são comuns esportivos com cerca
de 200 cv. O carro vem ainda com
parada/partida automáticas do motor, regeneração de energia pelos
freios (para recarga da bateria) e opção de
caixa manual automatizada S-Tronic com
dupla embreagem e sete marchas, que pode trazer comandos de troca
manual no volante. O baixo peso, que parte de 1.045 kg, faz esperar
grande agilidade mesmo com a potência moderada. Há seis bolsas infláveis
(frontais, laterais e cortinas), controle de
estabilidade e bloqueio do diferencial com comando eletrônico de
série. |