 |
| |
 |
Comparando
o 156 reestilizado em 2003 com a versão anterior, que tinha as
capas dos espelhos retrovisores em preto, percebe-se o melhor
acabamento quando pintadas na cor da carroceria. Bons tempos
quando se usavam retrovisores externos pequenos, sem os exageros
atuais. |
| |
 |
A Alfa
Romeo talvez seja a única que tem uma identidade visual para as
rodas, que é esse desenho com elementos circulares. Não é usado
para todas as versões, mas é incrível como funciona bem em
diferentes modelos da marca. |
| |
 |
Como a
dianteira já possui várias abertura para ventilação, foi
inteligente fazer as molduras dos faróis de neblina na cor da
carroceria. |
| |
 |
Aí está a
evolução estética da grade principal formada pelo escudo, que é
basicamente usado até hoje. Todo o desenho frontal ficou tão bom
quanto a versão anterior, mantendo perfeita harmonia com o
restante do estilo do modelo. |
|
 |
| |
 |
Não houve
modificações nas chapas metálicas nessa área do carro por
ocasião da reestilização. Para criar uma diferença maior em
relação à versão anterior, foi adicionada uma saia lateral,
adotando uma superfície "pegadora de luz" para dar um toque mais
moderno. |
| |
 |
Foi
removido o friso do para-choque e a placa de licença foi
posicionada em local mais tradicional. Esse pequeno vinco que
forma a região levemente rebaixada não é atraente, mas no geral
a traseira ganhou aparência mais moderna. |
| |
 |
Uma leve
mudança nas lanternas traseiras: a inclinação acompanha a dos
faróis. A pequena superfície que contorna a lanterna passou a
escapar um pouco em direção ao centro, mudança mal perceptível. |
| |
 |
Talvez a
mudança menos necessária, com uma execução que deixou a desejar,
tenha sido esse pequeno vinco, um detalhe que ficou sem sentido
algum. |
|
Observando o modelo, o primeiro item a notar é o retorno do uso do
emblema da Alfa Romeo como ponto principal da estética e da identidade
da marca na dianteira, com um visual bem moderno associado a um toque
retrô, pela clara inspiração em modelos do passado. Outra aspecto é o
que acontece em geral com modelos de estilo inovador: suas superfícies
limpas, com alguns vincos, linha de cintura alta, perfil baixo das
janelas e traseira curta, anteciparam o que é usado até hoje no desenho
dos carros em geral.
Um dos itens mais curiosos do 156 são as maçanetas das portas. Se o item
costuma passar despercebido, nesse caso foi tão bem trabalhado que se
tornou um dos destaques no estilo. Nas portas dianteiras foram usadas
maçanetas cromadas com inspiração retrô; nas traseiras, por outro lado,
elas são embutidas e discretas em uma região em que normalmente ficaria
apenas um acabamento em plástico, ao fim das janelas, na intenção em dar
um ar mais esportivo e aparentar ser um cupê.
O estilo do Alfa 156 permaneceu praticamente inalterado por seis anos,
fato incomum aos padrões europeus. No último ano, em 2002, as capas do
retrovisores externos e os frisos dos para-choques passaram a ser
pintados na cor da carroceria. Em 2003 o estilo foi atualizado com novos
capô, faróis e para-choques, além da tampa do porta-malas, e assim ele
seguiu até o encerramento de sua produção, em 2005, para dar lugar ao
159. Tal versão chegou a ser exposta no Salão de São Paulo, mas não foi
importada para o Brasil.
O grande destaque dessa única atualização foi a adoção definitiva do
escudo da Alfa Romeo — o triângulo invertido — com dimensões maiores
para funcionar ao mesmo tempo como grade, emblema e a forte identidade
visual da marca, presente em todos os modelos até hoje. Poucas empresas
conseguiram esse feito de maneira tão agradável e convincente quanto a
Alfa Romeo.
Toda marca que não é muito ortodoxa acontece de passar por períodos
distintos de altos e baixos. Nos últimos anos o estilo adotado em alguns
de seus modelos tem sido um tanto controverso, mas, quando se trata de
um Alfa Romeo, mesmo assim atrai admiradores.

|