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Além do
retorno do escudo como item mais marcante de estilo e
identidade, as charmosas aberturas em torno dele eram usadas no
passado. Foi boa ideia trazê-las de volta para dar mais
destaque. |
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Para
aproveitar ao máximo a boa estética proporcionada pela
identidade da Alfa Romeo, a solução foi deslocar a placa de
licença para o lado, o que deu um charme a mais. |
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Todo o
desenho frontal, mesmo carregando certas características do
anterior Alfa 155, deu um grande salto estético. Ficou bem
resolvido e moderno para sua época. |
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Há
detalhes que, no decorrer da observação, chamam a atenção e
revelam a qualidade. Um deles: o acabamento em plástico
acompanha a curva da coluna. |
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Apesar de
práticos e de poder compor parte do estilo, atualmente estão em
desuso e acusam a idade do modelo. É questão de tempo até
voltarem. Há certo acúmulo de detalhes no para-choque traseiro,
mas ele está bem coerente. |
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Dois itens
nada comuns. O primeiro é a abertura da tampa do porta-malas:
quando bem baixa, muitas vezes faz estrago no estilo da
traseira. Nesse caso a linha de abertura é alta, menos
funcional, mas benéfica ao desenho. O segundo item incomum é a
localização da placa de licença bem alta. |
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As
lanternas de perfil bem baixo são características que já vinha
sendo usada pela marca, como no 164. O resultado evoluiu na
mesma proporção de todo o desenho, ficando muito bom e sendo o
principal responsável pela linha de corte do para-choque estar
bem alta, para manter o desenho equilibrado. |
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O vidro
traseiro com as quinas arredondadas era muito moderno e bonito
em sua época. Está em perfeita harmonia com o estilo do modelo
como um todo. |
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Atendendo a sugestões de leitores, Análise de Estilo passa
nesta edição a abordar, ao lado de modelos hoje disponíveis no mercado
nacional, também alguns carros do passado cujo estilo foi destaque na
história do fabricante ou, até mesmo, tenha influenciado a história do
automóvel. Nosso primeiro assunto nessa viagem no tempo não é muito
antigo, mas certamente um bom começo: o Alfa Romeo 156, apresentado na
Europa em outubro de 1997 e vendido no Brasil entre 1998 e 2004.
A Alfa Romeo é um fabricante com lugar especial no coração de qualquer
entusiasta por automóveis, por sua história muito rica e seu passado
glorioso nas pistas (leia mais sobre alguns de
seus modelos). Vários de seus carros marcaram época e se tornaram
itens tão colecionáveis quanto mitos como Ferrari e Lamborghini, para
ficar entre alguns dos italianos.
De meados dos anos 70 até meados dos anos 90 foi, a nosso ver, o pior
período para o estilo de automóveis em âmbito mundial, um tempo de pouca
criatividade. A Alfa Romeo não foi exceção e, se o desenho de seus
modelos não foi sua maior virtude nesse período, em meio a uma grave
crise financeira ela precisava de um carro que fosse um sucesso
comercial.
Sob o comando do projetista Walter de Silva — que hoje comanda
mundialmente todo o estilo da Volkswagen — foi gerado o modelo 156, em
substituição ao retilíneo 155, também conhecido dos brasileiros. O 156
foi um dos mais belos sedãs de sua época e o maior sucesso comercial da
Alfa Romeo em todos os tempos. Seu estilo foi tão bem feito que à
primeira vista deixava qualquer um boquiaberto, espantado e apaixonado
ao mesmo tempo — e hoje, 15 anos após sua primeira aparição, continua
atraindo olhares e causando admiração.
Uma brincadeira que se costumava dizer era a de que ser projetista na
Alfa Romeo era a tarefa mais fácil do mundo: só desenhar aquela grade
dianteira em forma de triângulo invertido, que caracteriza sua
identidade, já resolvia grande parte do trabalho. Humor à parte, o 156
foi muito mais que isso: seu estilo belo e inovador revelou-se o
resultado de um apuradíssimo senso estético e de um excelente trabalho
das proporções.

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Ao lado:
nessa época ainda era importante os para-choques serem
desenhados com uma saliência de forma robusta, para ficar
aparente o ponto de proteção aos impactos, nesse caso pelos
vincos. |
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Os vincos
nos para-lamas, que formam a "linha de caráter" da lateral, eram
uma inovação estética do modelo e um dos pontos altos do estilo,
devido ao ótimo resultado obtido. |
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A lateral
é bem lisa, solução nada comum mesmo na época. A superfície
"pegadora de luz" só não foi necessária porque o modelo é
relativamente baixo. |
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Os
contornos das janelas são simples, muito bem resolvidos e em
perfeita harmonia com o estilo de todo o modelo. Precisava de
algo mais? |
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A
inclinação da coluna C, sua transição para a traseira e a
curvatura do vidro foram muito bem trabalhados. A traseira curta
e as relações de altura entre frente e traseira mantêm seu
visual agradável até hoje. |
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