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Se todo o
modelo tem um estilo bem limpo, o exagero na quantidade de
linhas (apontadas) na dianteira não se justifica. Pelo menos
duas delas a menos contribuiriam para uma boa melhora no visual. |
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A tomada
de ar ao centro necessita ser pequena, por causa da grade logo
acima, mas as tomadas das extremidades também pequenas fogem da
ideia de esportividade proposta pelo estilo. |
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O tamanho
das rodas é adequado ao carro. A altura correta de rodagem pode
não ser ideal para nossas ruas e estradas esburacadas e cheias
de valetas, mas deixa o carro com uma bela atitude, bem
assentado ao chão, como deve ser. |
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Solução
estética muito interessante, essa superfície que forma um
contorno à tampa do porta-malas. |
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Os dois
vincos são discretos e foram muito bem feitos para criar um
pequeno defletor, bem modelado e com bom acabamento das
superfícies. |
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Esse vinco
combina com o detalhe apontado no item 1. A solução lembra um
pouco a da Honda na geração anterior do Civic, mas ficou muito
boa. |
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O vinco da
linha de cintura, com os dois arcos formados nas regiões dos
para-lamas, é o maior diferencial de estilo na lateral. Parece
pouco, mas além da esportividade deu elegância ao visual. |
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Aí está um
exemplo de bom trabalho estético: faz-se necessário esse detalhe
para não deixar a lateral grande e lisa demais. Está simples e
discreta para as atenções permanecerem na linha de cintura. |
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Simplicidade total, elegância e beleza nas muito bem
proporcionadas janelas laterais. |
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O
mundo do automóvel é cheio de peculiaridades que tornam as fábricas
únicas. Cada uma possui fatores que se moldaram a suas culturas, ou que
nos acostumamos a ver em seus modelos, e que afetam a maneira como as
sentimos ou temos percepções a respeito delas. Essa carga cultural chega
a tal ponto que, quando uma empresa resolve inovar ou explorar um
segmento de mercado no qual o consumidor não está acostumado com sua
presença, os resultados não atingem os números esperados.
Foi o que aconteceu com a Volkswagen, conhecida por fabricar modelos
acessíveis em toda sua história — não por acaso, pois "carro do povo" é
o significado de seu nome —, quando tentou explorar o segmento de alto
luxo com seu modelo Phaeton. Embora o carro tivesse os requisitos
necessários à categoria, o sucesso não veio. No caso oposto, houve o da
Mercedes-Benz com seu Classe A: nem a estrela na grade conseguiu
convencer o público acostumado aos desejados carros da marca a aceitar
um "Mercedes mais popular", ainda mais com formato monovolume. Ela está
tentando novamente com sua
terceira geração,
fazendo diferente dessa vez para que dê certo. É sempre uma boa escola
acompanhar esses casos.
Por esse ponto de vista, a Volvo é uma empresa no mínimo intrigante
quando analisamos um pouco de sua trajetória. Em primeiro lugar, a
reputação que ela carrega — em especial nos campos da segurança e da
qualidade de construção — a tornou uma marca renomada, uma referência no
cenário mundial. E a peculiaridade que a tornou única esteve sempre
refletida no estilo de seus modelos, que parecem estar alheios a
qualquer tendência estética ou fator de influência.
Com poucas exceções — basicamente os modelos
Amazon, o cupê P1800 e
sua interessante versão perua 1800 ES, os três dos anos 60 e 70 —, por
décadas foi difícil encontrar um Volvo que tivesse um desenho atraente.
Foi um feito e tanto alcançar tamanho prestígio sem se apoiar no apelo
estético.
O ano de 1995 marcou o início de uma nova era, com o lançamento dos
modelos S40 e V40, modelos atraentes em sua época que serviram de
transição para mudanças maiores na filosofia de estilo da empresa.
Nota-se que, desde então, a Volvo percebeu que qualidade e segurança no
produto não mais eram suficientes. E a marca parece ter gostado da
coisa, ao decidir criar uma nova identidade de estilo para os anos 2000,
da qual os primeiros S80 e
S60 foram importantes marcos.
Com a apresentação do utilitário esporte
XC60 ainda em versão
conceitual, em 2007, a Volvo estreou a atual linguagem de estilo.

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