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Curiosidades

No motor, desaparecia o sistema de lubrificação Lubrimat -- lembre-se, nos propulsores de dois tempos como o do DKW o óleo lubrificante é adicionado à gasolina. Bateria e filtro de ar eram de geração mais antiga, a roda-livre (saiba mais) era descartada e as luzes de direção piscavam apenas na traseira. Lavar o pára-brisa? Só no posto, pois não existia o esguichador.

Na Pracinha a porta traseira era inteiriça, o motor perdia o Lubrimat e a roda-livre.
Para ajustar o banco do motorista, só removendo e montando em outra posição

Visando aos taxistas, ou melhor, motoristas de praça, a Simca relançou a versão Alvorada com o nome Profissional. Perdia os cromados externos, o pára-sol do passageiro e a ventilação interna, e as portas vinham revestidas com Eucatex, a conhecida chapa dura à base de fibras de eucalipto prensadas e aglutinadas, usadas para revestir o interior dos ônibus. A mesma economia era aplicada ao já despojado VW Sedan na versão Pé-de-boi, que perdia as luzes de direção, o marcador de combustível, os vidros laterais traseiros basculantes e os pára-choques cromados. A pintura, azul claro ou cinza, era feita com apenas uma demão.

"Carro popular se veste a prestação", sugeria o artigo de uma publicação da época. A proposta era equipar a versão "pelada" aos poucos, mês a mês, com um roteiro em ordem de importância dos itens: primeiro a trava de direção, depois a iluminação interna, mais tarde um tapete no porta-malas -- e assim por diante.

Destinado aos motoristas de praça, ou taxistas, o Simca Profissional aderia à simplificação: nada de cromados ou de ventilação interna, portas revestidas em Eucatex

Se o proprietário resolvesse transformar seu Teimoso em um exato Gordini, por exemplo, gastaria cerca de Cr$ 2,3 milhões -- mais que a economia de Cr$ 1,9 milhão obtida na compra. Assim, o roteiro previa apenas os acréscimos mais relevantes.

Parecia boa idéia, mas não deu certo. A Pracinha, por exemplo, teve apenas 6.500 unidades produzidas, contra cerca de 42.000 Vemaguets convencionais. Talvez porque automóvel já fosse um forte símbolo de ascensão social, ou porque os populares estivessem abaixo do padrão aceitável de conforto da maioria. Os quatro modelos logo desapareceram do mercado, deixando para a história suas curiosas e exageradas simplificações.

Teimoso, um nome que veio das pistas
Antes de lançar o Teimoso, o Gordini simplificado segundo a receita de carro popular (na foto a versão convencional), a Willys promoveu um recorde de velocidade, no autódromo de Interlagos -- traçado antigo, de praticamente oito quilômetros. O carro, pelo plano do departamento de Marketing, deveria rodar 50.000 quilômetros de forma ininterrupta, dia e noite, pilotado por pilotos da marca em regime de revezamento.

Mais ou menos na metade da distância planejada, para desespero da fábrica, o carro capotou. Como não sofresse danos sérios na parte mecânica, umas marretadas aqui e ali devolveram a forma básica ao veículo, que pôde concluir o objetivo. Nasceu o Teimoso, o pequeno Gordini simplificado que, mesmo avariado em razão da capotagem, "teimou" em ir até fim.
por Bob Sharp

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