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Países onde o tempo parou

Carros produzidos na Rússia, Índia ou Romênia mostram
como a tecnologia demora a chegar a alguns locais

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Desde que o ex-presidente Collor chamou os carros brasileiros de carroças, em 1990, nossa indústria evoluiu muito. Deixamos para trás Opalas, Del Reys, Chevettes -- embora permaneça a ainda mais arcaica Kombi -- e recebemos dezenas de lançamentos.

A denominação, porém, continua adequada aos modelos produzidos em diversos países subdesenvolvidos, em geral nos ex-socialistas do Leste Europeu. Apesar da descontinuação do alemão-oriental Trabant, com seu fumacento motor dois-tempos, os carburadores e as suspensões traseiras de eixo rígido continuam nota dominante nesses automóveis, muitas vezes derivados de projetos que os países desenvolvidos abandonaram há décadas. O Best Cars Web Site deu um passeio pela produção desses países.

O Renault 12, de que derivou o primeiro Corcel, continua como o romeno Dacia, sedã e perua

Dacia   Instalada na Romênia, a marca mantém vivo desde 1969 o Renault 12 (que nasceu do mesmo projeto de nosso primeiro Corcel), em versões sedã e perua e com ligeiros retoques estéticos, sob a denominação 1310. O motor básico é de 1,4 litro e 63 cv, a carburador, mas há opção por dois 1,6 -- a gasolina, de 72 cv, ou turbodiesel de 69 cv. Outro modelo Dacia é o Nova, que de novo não tem muito: é um Peugeot 309 (antecessor do 306) com pequenas atualizações e os mesmos motores do 1310.

Dentro da atual onda "retrô", parece até novidade o Hindustan Ambassador, baseado em um Morris de 1954 e com motor diesel de 36 cv; abaixo, o Contessa Classic

Hisdustan   Os indianos dão continuidade ao veterano Morris Oxford de primeira geração, lançado em 1954, através do modelo Ambassador. As linhas são típicas da época e chegam a ter charme nestes tempos de estilo "retrô", mas o desempenho é deprimente: com motor diesel de 1,5 litro e parcos 36 cv, tração traseira e 1.200 kg, não passa de 110 km/h. Ao menos assim os freios a tambor devem dar conta do recado.

Os mais "exigentes" podem optar por um diesel mais moderno, de 2 litros e 55 cv, ou um Isuzu 1,8 a gasolina com injeção e 75 cv, apto a 140 km/h. A Hindustan fabrica também o Contessa Classic, baseado no Vauxhall Victor de 1972, um sedã grande mas nada atual. Os motores são os mesmos de 1,8 e 2 litros do Ambassador.

Ish   Este fabricante russo tem parceria com a Hyundai e produz carros de passeio desde 1967. Seu modelo de entrada, o Ish 2125, vem desde aquela época mas hoje tem motor 1,6 de comando no cabeçote, carburador e 80 cv, além de freios dianteiros a disco; a tração é traseira. Mais recente, o 2126 Oda surgiu em 1991 e lembra muito o Lada Samara. Há versões de 75, 86 e 99 cv com carburador, além de uma opção com tração integral, suspensão traseira independente (nas outras é de eixo rígido) e motor Hyundai 1,8 16V de 132 cv.

Apesar do motor mais recente, o desenho do Ish 2125 russo é o mesmo desde seu lançamento, em 1967

Lada   Bem conhecida dos brasileiros, a russa Lada vem evoluindo: na última década lançou o pequeno Oka (0,6 litro, 30 cv), a família 110/111/112 (sedã, cupê, hatchback, perua e limusine, com versões de até 240 cv!), a minivan Nadeschda (derivada do jipe Niva) e o jipe 2123. Mas seus modelos veteranos, que tivemos aqui, continuam em produção. Continua

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