Tudo começou quando Burkhard Bovensiepen comprou um Fiat
1.500 usado e, não satisfeito com seu desempenho, fez
algumas mudanças no motor. Em 1963 a BMW lançou o
modelo 1.800 no lugar do 1.500, deixando frustrados os
que haviam acabado de adquirir o 1.500. Bovensiepen viu
nisso uma oportunidade e lançou um kit que igualava a
potência do 1.500 ao 1.800. Surgiu assim o primeiro kit
BMW-Alpina. A própria BMW o testou e aprovou; por isso a
garantia de fábrica não era invalidada com sua
colocação. Em 1973 foi desenvolvido o primeiro carro
completo, também baseado num BMW, e desde então os
Alpinas se firmaram como opção a quem ainda não
encontra nos modelos originais da marca bávara a
satisfação de seus ímpetos de velocidade.
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Um motor V8 de 4,6 litros e
333 cv equipa toda a série 3: mais potência que o M3 de
fábrica
Hoje a fábrica localizada em Buchloe, também na
Bavária, produz cerca de 500 carros por ano e é a
única preparadora reconhecida pela BMW. Não só os
potentes motores diferenciam os Alpinas: são realmente
esportivos de luxo. A linha da costura do couro, por
exemplo, é em azul e verde, cores do logotipo da Alpina.
Este logo é aplicado ao centro do volante no lugar do da
BMW. O painel pode ter acabamento de madeira, e
opcionalmente o revestimento de couro dos bancos
esportivos é trocado. Externamente, as enormes rodas de
raios estreitos e a grade do pára-choque com uma estampa
Alpina chamam a atenção. As únicas cores disponíveis
são azul e verde.
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BMW-Alpina série 3
(E36)
A primeira preparação
para a família E36, a série 3 lançada em 1990, foi o
Alpina B6 2.5, com base no 325i, que tinha seus 192 cv
transformados em 240. A aceleração 0-100 passava a 6,6
segundos e velocidade final em torno dos 250 km/h. Logo
depois foi lançado o B3, disponível nas versões cupê,
conversível e perua, que chega aos 100 km/h em 6,1
segundos e tem final de 255 km/h. Entre os acessórios
destacam-se os grandes freios, a suspensão com pressão
a gás, e o sistema de trocas de marcha Switchtronic,
feito em conjunto com a ZF e a Bosch. Semelhante ao
Tiptronic (clique
aqui para saber mais), permite
mudanças através de botões no volante, o direito para
aumentar marchas e o esquerdo para reduzir. Cada troca de
marcha é visualizada numa tela integrada no painel.
O topo-de-linha a partir da série 3 foi lançado em
1995: o Alpina B8 4.6, mais rápido BMW já produzido por
ela, com motor V8 de 4,6 litros preparado. Baseado no V8
de 4 litros das séries 5 e 7, rende 333 cv a 5.700 rpm,
mais que o esportivo M3 de fábrica. Com torque máximo
de 46,8 mkgf a 3.900 rpm, leva-o de 0 a 100 km/h em
apenas 4,6 segundos. O câmbio possui seis marchas. A
velocidade máxima supera os 280 km/h, pois a preparadora
não obedece ao acordo de cavalheiros que limita os
modelos originais -- da BMW, Mercedes e Audi -- a 250
km/h.
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BMW-Alpina série 5
Os Alpinas da série 5
são batizados de B10. A primeira oferta de preparação
para a atual geração já foi bem pesada: um V8 4,6
baseado no 4,4 do 540i. A cavalaria subiu de 286 para 340
cv, e o torque máximo passou a ser disponível 100 rpm
abaixo do modelo original. O câmbio pode ser
Switchtronic ou automático de cinco marchas e os
amortecedores são a gás. As rodas de 18 pol. recebem
pneus 235/40 (tala 8 pol.) na frente e 265/35 (tala 9
pol.) atrás. O velocímetro marca 320 km/h, mas ele
"só" chega aos 275. Leva 5,7 segundos de 0 a
100 km/h, e 22,3 de 0 a 200.
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| A última preparação para a série 5
é o B10 3.2, com um seis-cilindros preparado que chega a
ser mais potente que o V8 do 540i. Como seu preço não
chega ao do V8 original, o modelo tem uma ótima
relação custo-benefício. E o desempenho não fica a
dever para os outros Alpinas: 0 a 100 em 6,5 segundos e
máxima de 260 km/h.
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BMW-Alpina série 7
O
sedã de cinco metros da BMW ganha agilidade de esportivo
com um V12 de 5,7 litros e 387 cv!
Nem mesmo o modelo de topo da BMW escapou das
modificações da Alpina. O resultado foi um excesso de
luxo e potência. O modelo "básico" é o B11
4.0, com motor de 4 litros baseado no do 740i, que passou
a 315 cv. Mas realmente apimentado é o B12 5.7,
projetado a partir do V12 de 5,4 litros do 750i, que teve
a cilindrada aumentada para 5.646 cm3. Essa usina de
força rende 387 cv e um torque máximo de 60 mkgf a
4.000 rpm. Faz com que o B12 chegue a 100 km/h em 6,4
segundos e alcance 282 km/h. As marchas foram
reescalonadas e adaptadas para receber o Switchtronic, e
o volante trocado por um menor. O acabamento é
artesanal. O B12 é o primeiro carro do mundo com
aquecimento eletrônico para o catalisador e utiliza
enormes rodas de aro 20 pol., com pneus traseiros 275/35.
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BMW-Alpina série 8
A
antiga série 8 se revitaliza: são 416 cv e 58 mkgf de
torque que o levam perto dos 300 km/h
O BMW série 8, hoje em fim de linha, também teve suas
versões transformadas pela Alpina. A denominação é a
mesma da série 7, B12, mas seguida de Coupé. A mais
potente delas tem motor baseado no 850 CSi e rende 416
cv, com um torque de enrugar o asfalto: 58 mkgf a 4.000
rpm. É como mexer num motor já preparado. As rodas de
18 pol. utilizam pneus 285/35 na traseira. Com câmbio de
seis marchas, acelera de 0 a 100 em 5,4 segundos e chega
a uma velocidade máxima surpreendente: 297 km/h, não
conseguida por muitos superesportivos.
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